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Diretor do FIB Bank admite que Tolentino representa companhias que compõem capital da empresa

Roberto Pereira Ramos Júnior disse não saber por que o nome de Tolentino constava em contratos como "procurador" ou "administrador" do FIB Bank
Diretor do FIB Bank admite que Tolentino representa companhias que compõem capital da empresa
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do FIB Bank, Roberto Pereira Ramos Júnior, admitiu há pouco, em depoimento à CPI da Covid, que Marcos Tolentino representava as companhias Pico do Juazeiro e MB Guassu, que compõem o capital social da empresa.

O FIB Bank que, apesar do nome, não é um banco, forneceu à Precisa Medicamentos uma fiança de R$ 80,7 milhões como garantia para o contrato com o Ministério da Saúde para a venda da Covaxin.

Tolentino é apontado como sócio oculto do FIB Bank. Roberto Pereira Ramos Júnior negou.

“Eu conheci o doutor Marcos Tolentino em 2015. Nós trabalhamos no mesmo projeto de uma companhia do qual ele atuava como tributarista, e eu na gestão.”

A princípio, o depoente disse não saber que o nome de Tolentino aparece em diversos contratos como “representante”, “procurador” ou “administrador” do FIB Bank.

Na sequência, Roberto Pereira Ramos Júnior disse que Tolentino aparece nos contratos porque é representante das empresas Pico do Juazeiro e da MB Guassu, que integram o capital social declarado pelo FIB Bank.

Os senadores confrontaram o depoente com a informação de que o escritório da MB Guassu é localizado no mesmo endereço do escritório de Tolentino.

“Na verdade o depoente está fazendo uma confirmação em relação a esses fatos, que agora são conhecidos pela CPI. Ele acaba de confirmar que o senhor Marcos Tolentino foi apontado pelo FIB Bank como representante dessas empresas”, disse o relator, Renan Calheiros.

O depoente afirmou que o FIB Bank não tem relação com Ricardo Barros e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos.

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