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Discurso mentiroso na ONU foi decisão de Bolsonaro e Eduardo

Presidente não aceitou retirada de trecho sobre 'tratamento precoce', relata O Globo; deputado incluiu passagem do Brasil 'à beira do socialismo'
Discurso mentiroso na ONU foi decisão de Bolsonaro e Eduardo
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O discurso na Assembleia-Geral da ONU em que Jair Bolsonaro mostrou o dedo do meio para a realidade foi decisão pessoal do presidente sob a influência de seu filho 03, Eduardo, relata O Globo.

Fontes ouvidas pelo jornal carioca sob anonimato afirmaram que, embora “90%” do texto lido por Bolsonaro sejam baseados na minuta elaborada pelo Itamaraty, os trechos mais polêmicos foram acrescentados na versão final.

Segundo essas fontes na comitiva presidencial, Bolsonaro não aceitou negociar a retirada do trecho em que defende o inexistente “tratamento precoce” contra a Covid. Ao deputado federal são creditados os trechos mais conservadores, como dizer que o Brasil estava “à beira do socialismo” antes do atual governo.

O Globo diz ainda que a proposta original do discurso era “um espelho” da fala de Carlos França quando assumiu o Itamaraty, abordando o chamado tripé da política externa: diplomacia da vacina, retomada econômica e preservação ambiental.

O presidente decidiu cortar essa parte e outros pontos do discurso, como o trecho que tratava do acordo com o Reino Unido para transferência de tecnologia da vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca e a promessa de doação de imunizantes a vizinhos do Brasil.

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