DOCUMENTO INDICA PROPINA PARA CABRAL NA SUPERVIA

A SuperVia foi delatada por Paulo Cesena, ex-presidente da Odebrecht Transport. Sabia-se até agora que Cesena havia indicado pagamentos de propina a dirigentes da agência reguladora de transportes do Rio. Os repasses já constavam de planilhas apreendidas pela PF.

Cesena, porém, foi mais longe.

O documento liberado pelo Departamento de Justiça americano, no âmbito do acordo de leniência, diz que a Odebrecht pagou mais de R$ 20 milhões em propina para ingressar no consórcio de “um projeto de transporte”. Um dos beneficiários foi um “high-level state elected official in Brazil”.

O consórcio de transporte em que a Odebrecht entrou na data citada chama-se SuperVia, que opera a malha ferroviária urbana do Rio. No final de 2010, a Odebrecht anunciou sua entrada no consórcio – formalizada no ano seguinte.

O grupo adquiriu 60% da Supervia e, imediatamente, conseguiu que o governo do Rio renovasse o contrato de concessão por mais 25 anos – até 2048. O governador era Sérgio Cabral.

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