Dodge suspeitou de espionagem de Janot

Raquel Dodge suspeitou de espionagem de Rodrigo Janot em seu gabinete, segundo a Veja.

Em 3 de novembro de 2014, ela “percebeu que as luminárias instaladas sobre as mesas de trabalho tinham sido removidas e recolocadas no lugar” e, no dia seguinte, “a chefe do gabinete da procuradora encontrou dois homens, com uma escada, mexendo no teto da copa do gabinete. Os homens saíram do local antes que pudessem ser identificados”.

Raquel cobrou providências de Janot nos dois episódios e, diante da demora, levantou a suspeita de que a suposta arapongagem pudesse estar partindo da área de inteligência da própria PGR, a serviço do procurador-geral da República.

Um mês depois, ela escreveu a Janot:

“Equipamentos de escuta já podem ter sido retirados, vestígios já podem ter sido destruídos ou dissimulados e (…) nenhuma medida foi adotada em um mês para preservar minha segurança e a de meu gabinete, apesar de claros sinais de fatos inéditos e anômalos”.

A Polícia Federal fez uma varredura, mas nada encontrou. A assessoria de Janot afirmou que a suspeita de que ele estaria por trás do episódio é “logicamente infundada e jamais foi reportada ao procurador-geral da República”.

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