Dono da União Química acusa Anvisa de barrar Sputnik V por motivos políticos, mas não apresenta provas

Dono da União Química acusa Anvisa de barrar Sputnik V por motivos políticos, mas não apresenta provas
Foto: Divulgação/União Química

O dono do laboratório União Química, Fernando Marques, gravou um áudio em que acusa a Anvisa, sem provas, de barrar a Sputnik V por motivos políticos.

A gravação, obtida pelo Estadão, foi enviada originalmente ao empresário bolsonarista Luciano Hang e chegou ao presidente Bolsonaro.

Marques afirma que uma suposta demora da Anvisa em dar aval ao imunizante russo teria como objetivo favorecer o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo e que envasa a Coronavac no Brasil.

Segundo Marques, a intenção da Anvisa seria beneficiar Doria, no caso do Butantan, e o PT e o PCdoB, que, segundo ele, teriam a Fiocruz “na mão”.

“Eles querem manter a coisa com a Fiocruz e com o Instituto Butantan. Butantan na mão do Doria e Fiocruz na mão do PT, PCdoB. E, p***a, não tem vacina, o povo tá morrendo”, disse o empresário.

A União Química pretende distribuir a vacina russa no Brasil. A Anvisa informou que a empresa ainda não entregou os dados necessários sobre o produto e não há um pedido pendente.

A Anvisa rejeitou um pedido de uso emergencial da Sputnik V em 16 de janeiro. Em 3 de fevereiro, a agência abriu mão da necessidade de ensaios clínicos no Brasil para aprovar pedidos do tipo. Desde então, a União Química não enviou novo pedido.

Escute o áudio de Fernando Marques:

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