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Doria: "Cloroquina não poderia salvar as 100 mil vidas que se foram"

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João Doria voltou a fazer críticas a Jair Bolsonaro, que novamente defendeu o uso da cloroquina e atacou governadores e prefeitos ontem.

Em coletiva, o governador de SP afirmou que a cloroquina “não poderia salvar” as 100 mil pessoas que morreram com a Covid-19.

“Infelizmente, não era uma ‘gripezinha’. É uma doença grave, uma pandemia em que, até amanhã, chegaremos a três milhões de brasileiros infectados e 100 mil brasileiros perderam as suas vidas até agora. Não era uma ‘gripezinha’ e não era a cloroquina que poderia salvar as 100 mil vidas que se foram.”

Doria também criticou uma declaração de Bolsonaro. Ontem, em cerimônia de assinatura da MP que libera R$ 1,9 milhão para viabilizar a vacina de Oxford, o presidente criticou o acordo do governo de São Paulo para a produção da vacina chinesa produzida pela Sinovac-Biotech.

“Nós aqui em SP não fazemos e não faremos nenhuma politização da vacina. A nossa luta é para que a vacina chegue para todos os brasileiros e atenda e preserve a vida dos brasileiros. Não se trata de uma competição para ver quem chega antes. A nossa competição é pela vida, pela existência dos brasileiros. Somos favoráveis a todas as vacinas: a de Oxford, a chinesa, a russa e toda e qualquer vacina que comprovadamente for imunizadora.”

Assim como Bolsonaro, Doria politizou a pandemia desde o início e é responsável também pela tragédia ao reabrir a cidade enquanto os casos avançam. No estado de São Paulo, 24.735 pessoas morreram da doença.

Leia mais: Sócios no desastre: a responsabilidade dos governadores na pandemia. Clique aqui para ler mais

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