Doria é um caso de Síndrome de Hutchinson-Gilford na política

João Doria perdeu apoio popular porque a sua administração não aponta, até o momento, para nenhum “choque de gestão”, como prometido.

As ruas e praças de São Paulo, com a possível exceção daquelas no caminho do prefeito, estão sujas, esburacadas e mal iluminadas.

O espaço público continua invadido por pancadões na periferia, ambulantes no centro e bares e restaurantes nos bairros mais ricos.

A saúde municipal, que experimentou uma melhora no início da administração do atual prefeito, com os “corujões” para zerar a fila de exames, não evoluiu muito do seu estado terminal.

A intervenção na Cracolândia não teve planejamento e foi um desastre.

Os ônibus são uma porcaria que parece irremediável.

A merenda nas escolas municipais ficou mais rala.

As contrapartidas das privatizações permanecem vagas para a população.

E o excesso de marketing só faz realçar todas essas falhas de Doria, de quem se esperava o tal “choque de gestão”.

Como dissemos, ele precisa viajar mais para São Paulo.

Por último, mas não menos importante, a sua defesa de Michel Temer, a sua condescendência com Aécio Neves e o seu recuo no papel de “Anti-Lula” decepcionaram boa parte dos cidadãos que o elegeram para prefeito da maior cidade do país, com a esperança de que ele representasse o rompimento com o passado que infecta o presente.

Doria é um caso de síndrome de Hutchinson-Gilford na política. Envelheceu 100 anos em dez meses. Se é para ser um Geraldo Alckmin, ainda existe o original.

Uma pena.

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