Doria ou Alckmin?

Michel Temer, depois da marmelada no TSE, deve se arrastar até o fim do mandato.

Mas ele, que sempre foi um vice-presidente decorativo, agora se transformou num presidente decorativo.

A prova disso é que só se fala sobre a campanha de 2018.

Em particular, sobre João Doria.

A única que não acredita em sua candidatura é Eliane Cantanhêde, do Estadão.

Ela disse:

“Doria vai ocupando o vazio deixado no PSDB a partir das citações (diretas) a Aécio Neves e José Serra e (acessórias) a Geraldo Alckmin na Lava Jato. Quanto mais os candidatos óbvios vão deixando de ser óbvios, mais o novato Doria ocupa espaços muito além do Estado de São Paulo, sendo considerado e considerando-se presidenciável…

Mas ele precisa, antes, mostrar serviço real, consolidar sua liderança, conquistar confiança popular, amadurecer politicamente, para não ser percebido como um modismo a mais, um Celso Russomanno a mais.

Até lá, a bússola política aponta para o seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin (…).

Lá no final, estarão perfilados os do seu campo político que sobreviverem à avalanche. Caso Alckmin esteja entre eles, tudo indica, hoje, que será o primeirão da fila”.

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