Duque recebia por fora, mas era dentro…

O cordão DA bola preta cada vez aumenta mais…

De acordo com o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, a desfaçatez do esquema de corrupção petista era tamanha que o ex-diretor de Serviços, Renato Duque, recebia propina dentro da sede da empresa, no Rio de Janeiro. Barusco, o novo inimigo do reto, vertical e sábio Rui Falcão, presidente do PT, disse ainda que um dos operadores do esquema, Shinko Nakandakari, lhe “entregava pessoalmente o dinheiro em euros, reais ou dólares, sempre na quantia correspondente a aproximadamente 100 mil reais, normalmente nos hotéis Everest, Sofitel e Caesar Park, onde tomavam um drink ou jantavam”. Vida boa. A propina de Nakandakari era proveniente da Contreiras, Galvão Engenharia e EIT.

Barusco também recebia bola por intermédio de Mario Goes. Só que não havia serviço delivery. Ele tinha de ir até Goes, para pegar “umas mochilas com valores” pagos pelas empreiteiras — haja fôlego — OAS, Mendes Junior, Schain, Andrade Gutierrez, UTC, Carioca, Bueno Engenharia e MPE.

Barusco singelamente guardava o dinheiro em sua casa, dentro de uma caixa, para “pagamento de despesas pessoais e para fazer repasses a Renato Duque”.

Renato Duque está “indignado” com a confissão de Barusco, segundo o seu advogado. Nós também estamos, Renato Duque.

Faça o primeiro comentário