Duque tem de voltar para a cadeia

O STF decide, hoje, se Renato Duque tem de voltar para a cadeia.

Ontem, em depoimento ao juiz Sergio Moro, o executivo Julio Camargo, um dos delatores da Lava Jato, disse o seguinte, a propósito dos pagamentos de propina a diretores da Petrobras:

“Era sempre em nome de offshores, cujo beneficiário eu não sabia quem era. Identifiquei uma conta só, do sr. Renato Duque, porque eu auxiliei na abertura da conta no mesmo banco onde eu tinha conta. Houve uma transferência da minha conta para a conta dele”.

Só no ano de 2006, Julio Camargo repassou 7,5 milhões de reais a Renato Duque e a seu assessor Pedro Barusco.

O próprio Pedro Barusco confessou ter recebido no exterior mais de 40 milhões de dólares em nome de Renato Duque. Esse valor tem de ser somado à propina que Renato Duque embolsou diretamente em suas contas e aos 10 milhões de reais em dinheiro vivo que Pedro Barusco deu-lhe ao longo dos anos, em parcelas quinzenais de 50 mil reais.

Em 2 de dezembro, o ministro Teori Zavascki mandou soltar Renato Duque da cadeia com o argumento infame de que “manter valores tidos por ilegais no exterior, por si só, não constitui motivo suficiente para a prisão preventiva”.

Agora que as coisas mudaram. Renato Duque, apelidado por seu parceiro de My Way, foi o protagonista da última fase da Lava Jato, aquela que levou o tesoureiro do PT a prestar depoimento na delegacia. Operador de José Dirceu, ele é o canal de ligação entre as propinas da Petrobras e o partido. Se o STF não mandá-lo de volta para a cadeia, hoje, vai cair no ridículo mais absoluto.

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