É duro despetizar

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A tarefa de despetizar o governo é infernalmente intricada.

O Incra, por exemplo, continua nas mãos dos sem-terra do PT.

Leia um trecho da reportagem de capa da Crusoé:

“A partir do primeiro governo Lula, em 2003, seu aparelhamento foi rápido, fácil e crescente. E sustentou com entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra uma relação de troca: petistas controlavam politicamente o órgão, abasteciam os movimentos com recursos federais e davam a eles preferência na escolha dos lotes de terra a serem concedidos. Em contrapartida, os sem-terra dosavam as invasões ao sabor do atendimento de suas demandas no governo (…).

Bolsonaro herdou o esquema sem ter pedido o legado. Quando chegou, Góes já havia saído — foi demitido em 28 de dezembro. Mas o novo governo pôs em seu lugar, ainda que temporariamente, outra figura ligada há muito tempo ao petismo: o chefe de gabinete do presidente do Incra que havia acabado de deixar o cargo, Francisco José Nascimento. Para se ter uma ideia do personagem, Nascimento foi chefe de gabinete de Rolf Hackbart, presidente do Incra durante praticamente todo o governo Lula (…).

Os cargos no Incra que alimentam esse sistema são divididos entre os partidos que gozam de interlocução com os movimentos. Estes, por sua vez, moderam o ritmo das invasões em fazendas, na sede nacional do Incra em Brasília e nas superintendências nos estados, e do fechamento de estradas — isso, claro, a depender do bom desempenho do mecanismo.”

Os assinantes da Crusoé podem ler a reportagem completa aqui.

Comentários

  • REVOLTADO -

    Realmente a tarefa é hercúlea! Acho que Onyx Lorenzoni não dará conta sozinho! Mas a 1ª medida a ser tomada é colocar um General na cabeça do INCRA e, depois, exterminar os petralhas restantes!

  • Orlando -

    Mais duro do que despetizar é a decepção de quem acreditou que tínhamos colocado no poder alguém que realmente faria a diferença.

  • Massaaki -

    O difícil mesmo é fazer tudo isso e não cair em tentação de criar os próprios esquemas.

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