E fez-se a escuridão

E fez-se a escuridão
Foto: Pedro França/Agência Senado

Na decisão em que determinou o afastamento de Chico Rodrigues, o ministro Luís Roberto Barroso menciona o empresário Guilherme Salomão, ‘sócio de empresas do ramo hospitalar’, como integrante do esquema.

Segundo o denunciante Francisvaldo de Melo Paixão, ex-servidor da Secretaria de Saúde, Salomão e o vereador Rômulo Amorim teriam exercido pressão para direcionar a compra de kits de testes rápidos para Covid-19.

“Tal certame estaria vinculado a emendas parlamentares do deputado federal Jhonatan Pereira de Jesus e do senador Antônio Mecias Pereira de Jesus, cada qual no valor de R$ 2,5 milhões. Na ocasião, Guilherme Salomão teria feito uma ligação ao deputado que, por sua vez, teria confirmado ao denunciante que tanto Rômulo Amorim como Guilherme Salomão atuariam em seu nome.”

Guilherminho, como é conhecido, também aparece na Operação Escuridão, deflagrada há dois anos pela Polícia Federal e o Ministério Público.

Ele é suspeito de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, numa investigação sobre desvios de recursos em contratos para o fornecimento de quentinhas a presídios de Roraima.

Segundo as investigações, ele teria usado seu lava jato (Alto Brilho Serviços de Construções Ltda) para lavar mais de R$ 1,85 milhão desviados do contrato da empresa QualiGourmet com o governo de Roraima.

Os autos registram, inclusive, que Guilherminho realizou “saque para a Orcrim”, “sendo visto com uma sacola plástica com os valores”. Além do lava jato, o empresário é sócio da Rio Branco Comércio de Materiais Hospitalares Ltda.

Parece que Barroso puxou a pena de um galinheiro.

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