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"É hoje o dia do maior leilão da história das telecomunicações no Brasil"

Licitação do 5G ocorre hoje a partir das 10h na Anatel, com a presença de Jair Bolsonaro; Fábio Faria prevê 169 bilhões em investimentos 20 anos
“É hoje o dia do maior leilão da história das telecomunicações no Brasil”
Foto: Marcos Corrêa/PR

Fábio Faria acordou empolgado para fechar um negócio trilionário: o leilão da tecnologia 5G, alvo de pesado lobby tecnológico e diplomático, com China e EUA rivalizando para controlar o setor.

Ele, que virou ministro das Comunicações apenas para cuidar do tema, foi ao Twitter. 

“É HOJE o dia do MAIOR leilão da história das telecomunicações no Brasil. A tecnologia #5G é um legado deixado pelo PR@jairbolsonaro e sua equipe. Mais emprego e renda para milhões de brasileiros. São R$ 169 bilhões em investimentos nos próximos 20 anos!”

A licitação é de fato a maior da história das telecomunicações no Brasil, desde as privatizações do setor no governo FHC. Ela ocorre com cerca de 1 ano de atraso e questionamentos do TCU sobre o edital. 

Ao todo, 15 empresas se inscreveram — cinco já prestam serviços de grande porte na área. A concorrência ocorrerá no auditório da Anatel, a partir das 10h, com a participação de Jair Bolsonaro, e de seus ministros. A expectativa do governo é de que o 5G comece a ser ofertado até julho de 2022, chegando primeiramente às capitais brasileiras.

O 5G é um salto tecnológico para a chamada internet das coisas, com velocidade muito maior de downloads e uploads. O sistema viabilizará o uso de carros autônomos, eletrodomésticos, plantas industriais, procedimentos médicos remotos, uso de drones e distribuição de eletricidade.

O inconveniente da tecnologia é a necessidade de instalação de muito mais antenas nos centros urbanos.

Ao todo, o leilão venderá as licenças das faixas de frequência de 700 MHz (me-gahertz), 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, por um valor inicial estimado de R$ 49,7 bilhões, a serem pagos em compromissos de investimentos pelas operadoras.

Na elaboração do edital, Faria previu a criação de uma rede privativa do governo, alegando segurança nacional e repetindo modelo adotado nos EUA. O objetivo é evitar que a gigante chinesa Huawei tenha acesso às comunicações oficiais. 

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