E Kakay, ninguém vai investigar o amigão de Dirceu?

Passou da hora de alguém investigar como o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, vulgo Kakay, fez uma carreira tão fulgurante. O Antagonista sugere à Justiça que comece pela contratação dos serviços de Kakay pelo Banco Opportunity, de Daniel Dantas, no início da década passada, quando o amigão do causídico, José Dirceu, ainda dava — e tomava, e embaralhava — as cartas como ministro-chefe da Casa Civil.

Enquanto ninguém investiga Kakay, ele continua tentando melar a Operação Lava Jato. Primeiro, como advogado do doleiro Alberto Youssef, esforçou-se para que o seu cliente não aceitasse o acordo de delação premiada, alegando razões, digamos, filosóficas. Foi demitido pela família Youssef, que percebeu que estavam pagando para que Kakay defendesse outros clientes. Agora, o causídico conseguiu no Superior Tribunal de Justiça que o caso de Roseana Sarney, citada por Alberto Youssef como beneficiária de esquema de corrupção, saísse do âmbito do juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, e passasse para a imparcial Justiça Estadual do Maranhão, como informa o jornalista Josias de Souza.

As empreiteiras vão se aproveitar do precedente para tentar escapar de Sergio Moro. E Kakay ainda aproveita para alfinetar o juiz que trouxe à tona o maior esquema de corrupção da história do Brasil, quiçá do mundo. “A importância dessa decisão do STJ é o fato de discutir tecnicamente a questão da conexão. O juiz Moro acha que tem jurisdição nacional”, disse Kakay.

Se o juiz Sergio Moro levar adiante uma investigação sobre Kakay, o Antagonista Mario se dispõe a testemunhar sobre como ele tentou evitar que a direção da revista Veja publicasse uma reportagem sobre as suas peripécias.

Faça o primeiro comentário