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E-mails mostram que equipe de Kajuru buscou patrocínio da Havan

Durante a sessão da CPI da Covid, o empresário Luciano Hang afirmou que foi procurado pelo senador para patrocinar um programa esportivo
E-mails mostram que equipe de Kajuru buscou patrocínio da Havan
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

E-mails aos quais O Antagonista teve acesso mostram que a equipe do programa Feras do Kajuru, do senador Jorge Kajuru (Podemos-GO), procurou o departamento comercial da Havan para fazer um pedido de patrocínio de R$ 15 mil, em 3 de setembro de 2019.

Em sessão da CPI da Covid de quarta-feira última, o empresário Luciano Hang afirmou que o pedido de patrocínio veio diretamente do parlamentar. Kajuru confirmou a conversa e classificou a tentativa de obtenção de patrocínio como normal.

“Como é que funciona a Havan? As pessoas pedem para mim o patrocínio. Eu converso com todo mundo e passo para o meu departamento de marketing. O Kajuru, esses tempos atrás, falou aqui [na CPI], quando da primeira vez em que eu estive mencionado aqui, que ele ‘pô, mas quem é esse Hang? Gang?’, como se ele não me conhecesse. Olha só a cara de pau!”, afirmou o empresário, que está sendo investigado pela CPI sob a acusação de financiar uma rede de fake news.

Na comunicação feita ao departamento de marketing da Havan, o time do Feras do Kajuru afirma que “conforme combinado ontem, segue a proposta para veiculação na programação esportiva”. O e-mail não cita quem entrou em contato previamente com a Havan. A proposta de parceria comercial foi rejeitada horas depois.

Em resposta a O Antagonista, o senador Jorge Kajuru confirmou a negociação:

“O fato a que o senhor Luciano Hang  se referiu aconteceu em 2019. A Rádio Sagres 730, de Goiânia, na qual eu era comentarista, ofereceu à Havan proposta de publicidade. No processo de negociação, eu não tive nenhuma dificuldade em falar para ele que a publicidade seria importante, assim como a de outras 30 empresas que anunciavam na Rádio Sagres. Ele não quis e o contrato de publicidade deixou de ser feito. Nada mais do que isso.”

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