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"É 'mãos ao alto' e a rendição completa do governo"

Com a reforma fisiológica em curso, Jair Bolsonaro entrega tudo nas mãos do Centrão que prometeu combater na campanha de 2018
“É mãos ao alto e a rendição completa do governo”
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um líder de partido na Câmara definiu assim a reforma fisiológica de Jair Bolsonaro:

“É ‘mãos ao alto’ e a rendição completa do governo.”

Para esse deputado, o Centrão, assumindo a Casa Civil com Ciro Nogueira, “toma o controle completo” do governo.

“A Casa Civil, não custa lembrar, é o coração do governo. O Centrão passa a governar oficialmente. E colocar o Ciro Nogueira lá, perdoe-me o clichê na comparação, é colocar a pessoa mais promíscua para cuidar do convento”, disse.

O parlamentar acrescentou que, “como um parasita”, o Centrão “vai se instalando no governo Bolsonaro e corroendo tudo”. Nesse caso, com a devida anuência do hospedeiro, claro.

A tal reforma vem acompanhada da consolidação do “orçamento paralelo”: pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada na semana passada no Congresso, Senado e Câmara terão, ao todo, R$ 11 bilhões para distribuir por meio das chamadas emenda de relator em 2022, ano de eleição.

“O Centrão não precisa de mais nada. Por isso não estão querendo outros ministérios. Não precisa. O orçamento paralelo é maior que o orçamento de muitos desses ministérios e agora assumirão a Casa Civil, depois de já terem assumido a Secretaria de Governo. Não falta mais nada.”

Leia também: Jair Bolsonaro é Centrão; Jair Bolsonaro é Cifrão

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