E o dinheiro do PT?

O lobista Julio Camargo, um dos delatores da Lava Jato, entregou ao Ministério Público os extratos bancários de suas contas no exterior, por onde passaram as propinas do esquema da Petrobras.

Entre dezembro de 2006 e abril de 2012, ele realizou 59 depósitos em nome de Renato Duque e Pedro Barusco, totalizando mais de 10 milhões de dólares.

Os valores saíram de contas operadas pelo delator e foram parar em sete contas indicadas por Barusco e Duque, em 6 bancos: Santander Suisse Swift, Lloyds Bank, Credit Suisse, Banco Cramer, Commerzbank e Deutsche Bank.

O Antagonista, que é insuportavelmente aborrecido, volta sempre ao mesmo ponto.

Segundo a planilha de Pedro Barusco, ele e Renato Duque receberam de Julio Camargo propinas no valor 14,7 milhões de reais. E o PT recebeu do mesmo Julio Camargo – e pelos mesmos contratos – outros 14,7 milhões de reais.

Nós já conhecemos o caminho do dinheiro das empreiteiras até os atravessadores dos partidos alojados na Petrobras. O que falta é rastrear o caminho do dinheiro até o caixa dos partidos. Em particular, do PT.

Onde foram parar os outros R$ 14,7 milhões