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Eduardo Leite aposta na rejeição de Lula e Bolsonaro para surgimento da Terceira Via

O governador afirma que o eleitor por ora está preocupado com inflação, emprego e saúde e escolherá nome fora da polarização quando as eleições chegarem
Eduardo Leite aposta na rejeição de Lula e Bolsonaro para surgimento da Terceira Via
Foto: Ana Maria Campos/O Antagonista

Eduardo Leite aposta que a Terceira Via vai vingar no momento em que a campanha eleitoral pegar fogo. Candidato nas prévias do PSDB, o governador do Rio Grande do Sul diz que as pesquisas de intenção de votos registram no momento muito mais do que uma polarização entre Lula e Jair Bolsonaro. Para o tucano, é preciso ler a mensagem subliminar: a rejeição dos dois principais candidatos e o desinteresse do eleitor a um ano das eleições, quando as preocupações da população estão focadas na inflação, desemprego, pandemia e outras questões do cotidiano.

Sobre a polarização, Leite avalia: “São candidatos amplamente rejeitados, o que já abre um espaço imenso para que a população, ao conhecer as alternativas, possa encontrar um caminho para o Brasil”. O governador do Rio Grande do Sul recebeu hoje o apoio oficial do senador Tasso Jereissati (CE), que abriu mão de disputar as prévias do PSDB para apoiá-lo na disputa com o governador de São Paulo, João Doria, e com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

 

Ainda desconhecido nacionalmente e com baixa intenção de votos fora do seu estado, Leite afirma que passou por situação semelhante em candidaturas à prefeitura de Pelotas, em 2012, e ao governo do Rio Grande do Sul, quando começou a campanha de 2018 com 8% dos votos e derrotou o governador José Ivo Sartori (MDB), no segundo turno. “Foi assim na minha candidatura a prefeito, foi na de governador. Saí de 6%, 7% e terminei as duas em primeiro lugar no primeiro turno e ganhei no segundo turno nas duas eleições. Isso estou falando de três, quatro meses da eleição”, afirmou.

Antes, no entanto, Leite precisa vencer as prévias marcadas para 21 de novembro. Para isso, ele adotou discurso diferente do escolhido pelo principal adversário, João Doria. Não quer ser o antipetista, tampouco o anti-Bolsonaro. Também não garante uma mulher como vice, promessa firmada pelo governador de São Paulo. “O Brasil tem uma diversidade imensa de sua população: temos cinco regiões marcadas por suas vocações, jovens, idosos, homens, mulheres, população LGBT, pessoas com deficiência, negros, brancos, índios, pardos… É impossível que, em duas pessoas, se consiga a síntese de todo o Brasil, tão diverso que é. Mais importante do que a representação na chapa é o compromisso com a diversidade”, afirmou.

 

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