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Eleição no Senado: Simone Tebet vai (de novo) para a guerra no MDB

Eleição no Senado: Simone Tebet vai (de novo) para a guerra no MDB
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Com Davi Alcolumbre fora do páreo, Simone Tebet decidiu que vai tentar, pela segunda vez, ser o nome do partido para a presidência do Senado, apurou O Antagonista. A senadora do MDB do Mato Grosso do Sul, por enquanto, vai “jogar parada”, aguardando as manifestações dos demais senadores e monitorando os movimentos dentro e fora da sua sigla.

Mais cedo, a líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama, disse a este site que “está na hora de termos uma mulher à frente do Poder Legislativo”. Senadores do “Muda, Senado” também demonstraram simpatia a uma eventual candidatura da atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. “Gosto muito do nome de Simone Tebet para à presidência do Senado”, afirmou Oriovisto Guimarães (Podemos). Alessandro Vieira, do Cidadania, classificou a senadora como “excelente nome”, embora considere cedo essa definição.

Simone é muito próxima de Tasso Jereissati (PSDB) e Antonio Anastasia (PSD), dois nomes ventilados para a disputa fora do MDB, que tem a maior bancada e cujas lideranças já avisaram que não abrirão mão de tentar emplacar o sucessor de Davi Alcolumbre.

No ano passado, Simone, eleita senadora em 2014, também buscou se viabilizar como candidata do MDB. No meio do caminho, esbarrou em Renan Calheiros, que publicamente negava a candidatura, mas, nos bastidores, trabalhava para destruir a senadora. O jogo foi sujo, culminando em um tuíte — apagado em seguida — no qual o alagoano fazia referência ao pai de Simone, o ex-senador Ramez Tebet, já falecido.

A bancada do partido, na véspera da eleição, acabou tendo que decidir no voto se lançaria Renan ou Simone. Por 7 a 5, o alagoano saiu vitorioso. Votaram com Renan: Jader Barbalho, Eduardo Braga, Marcelo Castro, Fernando Bezerra Coelho, José Maranhão e Eduardo Gomes, que foi eleito pelo Solidariedade, mas trocou de partido antes mesmo do início da legislatura. Votaram com Simone: Márcio Bittar, Confúcio Moura, Luiz do Carmo e Dário Berger. O senador Jarbas Vasconcellos estava em Brasília, era apoio certo a Simone, mas não apareceu para votar.

Na saída da reunião, Simone disse: “Eu não sou candidata de mim mesma. A minha candidatura avulsa só complicaria o processo, para qualquer lado”. No plenário, durante o processo de eleição da Mesa Diretora, a senadora confirmou a desistência e apoiou o senador do Amapá. “Estamos unidos na nossa diferença. Declino da minha candidatura, já declarando voto em Davi Alcolumbre”.

Agora, Simone vai, de novo, para a guerra, agarrando-se, principalmente, aos apoios que têm fora do partido.

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