ELEIÇÕES 2020: a corrida pela Prefeitura de Fortaleza

Ao contrário do cenário político em outras capitais, onde pipocam candidaturas, a corrida pela Prefeitura de Fortaleza neste ano tende a ser mais concentrada.

O PDT da família Ferreira Gomes deve decidir nas próximas horas — no mais tardar, nos próximos dias — quem apoiará à sucessão do atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), que está terminando seu segundo mandato.

O PDT tem, pelo menos, cinco nomes pré-colocados. Há ainda a chance de o partido coligar com o PT, mas não tendo na chapa a ex-prefeita e atual deputada federal Luizianne Lins, que comanda o partido de Lula na cidade e também está no páreo.

A aliança do atual prefeito pedetista com o governador Camilo Santana (PT) pode fazer com que o escolhido ou a escolhida pelos Ferreira Gomes tenha, de fato, um enorme grupo de apoio, incluindo partidos como o PSD, do deputado federal Domingos Neto.

Se o PT entrar nesse barco logo no primeiro turno, DEM e PSDB sairão fora. Os tucanos têm na manga a candidatura própria do empresário Carlos Matos, que já foi deputado estadual e secretário de Agricultura.

Há outros partidos que, ainda que lancem candidatos, muito provavelmente vão compor com a aliança liderada pelo PDT: Cidadania, PV, PCdoB e PSB são exemplos.

Na oposição, a candidatura mais forte até aqui é a do deputado federal Capitão Wagner (Pros). Ele já foi o vereador mais bem votado de Fortaleza e, em seguida, o deputado estadual e o federal mais bem votado do estado. Em 2016, perdeu no segundo turno a disputa com o prefeito do PDT. Tem o apoio do Podemos, do senador Eduardo Girão.

O PSL, que ensaiou fazer aliança com Wagner, acabou decidindo lançar o também deputado federal Heitor Freire, com o apoio do PRTB, de Hamilton Mourão. A vice será uma militar da ativa. “Mesmo sendo de direita e conservador, não usarei o nome de Jair Bolsonaro em momento algum, não sou o candidato de Bolsonaro”, disse Freire a O Antagonista.

Wagner e Freire flertam com o eleitorado bolsonarista.

O Solidariedade poderá colocar na disputa o médico, ex-vereador e atual deputado estadual Heitor Férrer, que já tentou ser prefeito da capital cearense em 2012, quando ficou em terceiro lugar.

O PSOL não quer papo com o restante da esquerda e confirmará o advogado e deputado estadual Renato Roseno.

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