ELEIÇÕES 2020: a corrida pela Prefeitura de Goiânia

A corrida pela Prefeitura de Goiânia teve uma reviravolta nesta reta final de convenções partidárias.

O atual prefeito, Iris Rezende, de 86 anos, anunciou que não vai tentar a reeleição. Seu partido, o MDB, lançou, então, Maguito Vilela, nome conhecido no estado, tendo sido deputado estadual, deputado federal, senador e governador.

Os emedebistas conseguiram aliança com o Patriota e o Republicanos, do deputado federal João Campos, que emplacou o vice da chapa: o vereador Rogério Cruz.

O governador Ronaldo Caiado (DEM), adversário político do ex-deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do MDB e filho de Maguito, decidiu apoiar o senador Vanderlan Cardoso, que trocou o PP pelo PSD. O plano de Vanderlan era tentar o governo de Goiás em 2022, mas, com a desistência de Iris Rezende de última hora e a embaralhada no xadrez político local, ele vai tentar comandar a capital. O PSD tinha na manga a candidatura do deputado federal Francisco Júnior.

Além do DEM, também do deputado federal Dr. Zacarias Calil — que chegou a ser cogitado para disputar –, o grupo terá o apoio de partidos como o Avante e o PSC, que tenta emplacar na vaga de vice o ex-senador Wilder Morais, que assumiu o cargo em Brasília após a cassação de Demóstenes Torres.

O PP, de Alexandre Baldy e dos deputados federais Professor Alcides e Adriano do Baldy, também briga para costurar o vice de Vanderlan. Se Wilder Morais for confirmado na chapa, o PP poderá migrar para a candidatura de Maguito.

Embora seja do MDB, o senador Luiz do Carmo — irmão do presidente da Assembleia de Deus no estado –, que é brigado com Daniel Vilela, deve apoiar Vanderlan.

O deputado federal Elias Vaz, do PSB, está no páreo, tendo como vice um vereador do PDT. A aliança, que se repete em outras capitais, tenta atrair a Rede, que apresentou o nome da professora e titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás Maria Ester. O senador Jorge Kajuru, amigo de Vaz, já está nesse barco, ainda que seu partido, o Cidadania, tenha lançado o deputado estadual Virmondes Cruvinel.

A esquerda também estará na corrida com a deputada estadual petista Adriana Accorsi, que é filha do ex-prefeito de Goiânia Darci Accorsi, e a professora Manu Jacob (PSOL).

O Pros lançou o ex-presidente da Assembleia Legislativa Samuel Almeida, tendo como vice um vereador do Podemos. O PSDB, dos ex-governadores Marconi Perillo e José Eliton, apostou no deputado estadual Talles Barreto.

O PSL, do deputado federal Delegado Waldir, colocou na disputa o deputado estadual Major Araújo, evangélico e militar. A chapa será pura, tendo como vice uma pastora.

Estão, ainda, na corrida eleitoral a vereadora Doutora Cristina Lopes, do PL da deputada federal Magda Mofatto, e o deputado estadual Alysson Lima, do Solidariedade do deputado federal Lucas Vergílio.

O empresário goiano Gustavo Gayer, que hostilizou enfermeiros em Brasília em meio à pandemia da Covid-19, foi lançado pelo Democracia Cristã e tentará o voto de bolsonaristas.

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