ELEIÇÕES 2020: a corrida pela Prefeitura de Recife

A eleição pela Prefeitura de Recife será em dois turnos, salvo alguma surpresa fora de qualquer previsão.

No campo da situação, o nome lançado é o do deputado federal João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na campanha presidencial de 2014.

O PSB comanda Recife e o governo local há anos. Já larga com o apoio de dois terços da Câmara Municipal e com alianças com partidos como MDB, Republicanos, PSD e PV. Os socialistas apostam no espólio político da família Campos, enquanto tentam se esquivar das interpretações de que João — que atualmente namora a deputada federal Tabata Amaral (PDT) — “é apenas um herdeiro sem luz própria”.

O Covidão na Prefeitura — a Polícia Federal já realizou pelo menos duas operações na capital em meio à pandemia da Covid-19 — pode ser um fator a ser levado em conta pelo eleitorado.

Ainda na esquerda, a deputada federal Marília Arraes (PT), neta de Miguel Arraes, por enquanto, só conseguiu coligar com o PSOL. Sua candidatura tem guarida, uma vez que o eleitorado petista na capital pernambucana é considerável — fala-se em 20%.

O PDT insiste em lançar o deputado federal Túlio Gadêlha — namorado de Fátima Bernardes –, que ficaria espremido entre as candidaturas de João Campos e Marília Arraes. A Rede Sustentabilidade pode acabar embarcando no plano de Gadêlha. O PSB, que vai apoiar o partido de Ciro Gomes em importantes cidades do país, não desistiu do apoio pedetista.

Por fora e em voo solo, corre a delegada da Polícia Civil Patrícia Domingos (Podemos). Ela tem sinergia com Sergio Moro, considera-se “lavajatista” e teve a candidatura criada pelo senador Alvaro Dias e pela presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu. É apontada como a principal novidade na eleição deste ano, o que faz do seu desempenho uma incógnita. Vem sendo criticada por ter “pauta única”.

O ex-deputado Mendonça Filho (DEM), ministro da Educação de Michel Temer, também está no páreo, provavelmente com o apoio do PSDB; do PTB de Armando Monteiro, tradicional figura da política pernambucana, tendo sido deputado federal, senador e ministro de Dilma Rousseff; e do PL do prefeito de Jaboatão dos Guararapes — segunda maior cidade do estado –, Anderson Ferreira, que caminha para uma reeleição tranquila. Mendonça tem esperança no apoio indireto de Jair Bolsonaro.

Os deputados estaduais Coronel Alberto Feitosa (PSC), que fez parte da gestão socialista durante anos, e Marco Aurélio (PRTB), ligado a Fernando Bezerra Coelho, também sonham como uma piscadela do presidente da República. No campo da direita, ainda tem o advogado Carlos Andrade Lima, do PSL de Luciano Bivar, que ensaiou alianças no primeiro turno, mas acabou decidindo por candidatura própria do partido, com tempo de TV significativo.

O deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) tem pontuado bem nas pesquisas. Voz forte da oposição em Recife desde 2004, ele tem tentado de tudo para “unificar a oposição”, na busca de um único candidato contra a esquerda — até aqui, não teve êxito.

O Novo estará na corrida eleitoral com o procurador do município, Charbel Maroun.

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