Eles querem escapar de Sergio Moro

Petrolão, a missão: se você achou confuso o noticiário sobre o que querem — ou queriam — as defesas de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, e do lobista Fernando Baiano, O Antagonista explica. Os advogados de ambos alegaram que a delação premiada do empresário Júlio Camargo, que entregou os seus clientes à Justiça, não vale nada, porque foi forçada pelo juiz Sergio Moro e sua tropa de procuradores, e não espontânea. Simples e cretino assim.
Tão cretino que a advogada do empresário, Beatriz Catta Preta, chiou: “As infundadas argumentações lançadas pelos nobres defensores somente reforçam, de forma contundente, a falta de conhecimento técnico sobre o procedimento da delação premiada. Réus colaboradores perseguem um fim comum, buscam o esclarecimento de fatos e visam um mesmo objetivo. Não há, portanto, que se falar em conflito ou falta de espontaneidade. Comentários como estes apenas trazem, claramente, a absoluta falta de argumentos concretos de defesa.”
Por falar em Nestor Cerveró, ele nada falou no seu depoimento de hoje sobre a compra da refinaria em Pasadena. O seu advogado disse que o seu cliente só abrirá a boca depois de julgado o requerimento para que a ação contra Cerveró corra no Rio de Janeiro, onde fica a sede da Petrobras, e não em Curitiba. Fernando Baiano quer o mesmo.
A bandidagem quer escapar do nosso herói, o juiz Sergio Moro.

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Ninguém sai de Curitiba, estão ouvindo? 

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