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Em 2021, Ministério da Cidadania bloqueou auxílio emergencial de 1,7 milhão de pessoas

Governo federal alega que beneficiários não cumpriram os critérios do programa e por isso houve a interrupção nos pagamentos
Em 2021, Ministério da Cidadania bloqueou auxílio emergencial de 1,7 milhão de pessoas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao longo de 2021, o Ministério da Cidadania bloqueou preventivamente o auxílio emergencial de 1,7 milhão de pessoas em todo o país. Segundo a pasta, a suspensão de pagamento obedeceu a uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU).

Os dados foram repassados ao senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) em pedido de informação feito ao governo federal, após o parlamentar receber denúncias de que famílias não estavam tendo acesso ao benefício, embora tivessem direito a ele.

Apenas em São Paulo, 349 mil famílias tiveram o acesso ao auxílio emergencial bloqueado; em Minas Gerais, a interrupção no pagamento atingiu 171 mil famílias e no Rio de Janeiro, 144 mil.

Destes 1,7 milhões de benefícios bloqueados, 158 mil foram referentes às famílias monoparentais. Ainda segundo o ministério, dos 1,7 milhões de benefícios bloqueados preventivamente, 269 mil já foram restabelecidos.

“Os bloqueios são realizados com base nos Relatórios de Auditoria encaminhados pela Controladoria Geral da União, onde os indícios de descumprimento das regras de elegibilidade do auxílio emergencial, foram elencados”, informou em nota técnica o Ministério da Cidadania.

“Os relatórios são apresentados ao Comitê do Auxílio Emergencial (COGAE), que delibera sobre o bloqueio preventivo e, solicita à Dataprev a avaliação dos achados para confirmar ou não o apontamento. Com base na avaliação realizada pela Dataprev, o COGAE decide pela liberação ou cancelamento em definitivo do benefício.”

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