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Em debate, presidenciáveis do PSDB tentam aparentar unidade

Arthur Virgílio Neto, Eduardo Leite e João Doria disputam as prévias do partido, que, em 21 de novembro, escolherão o nome tucano ao Planalto em 2022
Em debate, presidenciáveis do PSDB tentam aparentar unidade
Fotos: Valter Campanato/Agência Brasil Gustavo Mansur/ Palácio Piratini Pedro França

Arthur Virgílio, Eduardo Leite e João Doria (foto) participam hoje de um debate organizado pelo Grupo Globo.

Os três disputam as prévias do PSDB, marcadas para 21 de novembro, que escolherão o candidato tucano ao Planalto em 2022.

Sem nenhum embate mais ferrenho até agora, os três já trataram de assuntos como Amazônia, de políticas públicas para mulheres e de como garantir o crescimento econômico aliado ao desenvolvimento social. Nada de extraordinário foi dito em relação a esses temas.

Doria (São Paulo) e Leite (Rio Grande do Sul), os principais concorrentes, têm aproveitado o espaço para fazer propaganda de suas gestões locais.

Há pouco, Virgílio, que corre por fora, acabou dando um pito nos dois, perguntando por que o partido não trata somente de “questões públicas” e deixa de lado as “picuinhas” internas. Doria, o único que começou o debate sem paletó e usando sapatos sem meias, disse acreditar que os três ali desejam a “unidade” do partido.

“Estaremos juntos. A Terceira Via é a melhor via, e essa será a via do PSDB, junto com outros partidos”, afirmou o governador de São Paulo.

Nessa linha, Leite afirmou que não está na política “por vaidade”. Disse que quer ser presidente da República, mas “a primeira missão é trazer o país para a serenidade, para o equilíbrio e para o bom senso”.

“Se tiver alguém melhor, vamos lá, estou junto.”

Virgílio também provocou Leite, dizendo que tem muito mais experiência que ele. O governador gaúcho reagiu dizendo que tem 36 anos de idade, mas 20 anos de filiação partidária.

Leite, ainda provocado por Virgílio, negou que “apoiou” Jair Bolsonaro em 2018, mas somente declarou voto nele no segundo turno. Para o governador, há diferença. Virgílio contou que votou em Henrique Meirelles (MDB) no primeiro turno e, depois, em Fernando Haddad (PT) — ignorando, portanto, a candidatura tucana naquele ano, de Geraldo Alckmin.

Questionado sobre o chamado “orçamento paralelo” no governo Bolsonaro, por meio do instrumento das emendas de relator, Doria disse haver uma “distorção” no modelo atual, com Arthur Lira, como presidente da Câmara, “mandando no orçamento”. Virgílio também criticou esse modelo.

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