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Em email, laranja de Lula discute com dirigente venezuelano fornecimento de petróleo, carne e cita Bumlai

O Antagonista revelou há pouco que Jonas Suassuna, apontado pela Lava Jato como laranja de Lula no sítio de Atibaia, intermediou contatos iniciais da estatal de petróleo venezuelano PDVSA com armadores gregos.

Numa troca de emails, em agosto de 2008, Jonas fala com o venezuelano Juan Carlos Chourio, então dirigente da PDVSA, sobre projeto de fornecimento de óleo leve venezuelano para a companhia grega Tsakos Shipping and Trading.

Juan Carlos é sobrinho de Jesús Suárez Chourio, ex-comandante das Forças Armadas Bolivarianas e um dos generais mais poderosos da Venezuela.

“Por favor, fala com senador Ney para ver si esta lista la información de la Bacia de San Francisco. Es Urgente Tengo gente interesada en el proyecto.”

No mesmo email, o então sócio de Fábio Luís Lula da Silva cita negociação com o frigorífico Bertin, que seria absorvido pela JBS no ano seguinte – o grupo dos irmãos Batista passaria a dominar o mercado venezuelano.

“Acabo de enviar seu email pro Bumlai. Depois informo”, escreve Jonas, em referência ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigão de Lula.

O MPF descobriu a atuação de Jonas quando investigava seu primo Ney Suassuna, ex-senador do MDB, denunciado em julho passado com o ex-cônsul grego Konstantinos Krotonakis, num esquema de cobrança de propina para contratos de afretamento pela Petrobras.

Dentre as empresas contratadas pela estatal brasileira está a Delta Tankers, operadora do navio Bouboulina, apontado pela Polícia Federal como responsável pelo óleo que atingiu a costa brasileira.

O óleo transportado pelo petroleiro grego é de origem venezuelana.

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