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Em evento da ONU, Bolsonaro diz que enfrenta crise hídrica com “seriedade e transparência”

Ele ainda destacou que o país pretende reduzir, em 620 milhões de toneladas, a emissão de carbono no Brasil em um período de 10 anos
Em evento da ONU, Bolsonaro diz que enfrenta crise hídrica com “seriedade e transparência”
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Jair Bolsonaro afirmou há pouco que o Brasil enfrenta a crise hídrica com “seriedade e transparência”, durante pronunciamento feito no evento Diálogo de Alto Nível em Energia (HLDE, em inglês) da ONU.

O país vive hoje a maior crise hídrica dos últimos 90 anos, segundo o Ministério de Minas e Energia. Apesar disso, o governo federal nega a possibilidade de racionamento de energia, embora alguns reservatórios estejam em níveis alarmantes.

Durante o evento na ONU, que discutiu a transição da energia baseada em combustíveis fósseis para fontes renováveis, Bolsonaro afirmou que o governo federal lida com os desafios climáticos com “transparência” e tentou mostrar que o país detém uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

“Queremos contribuir para o desafio coletivo desse processo de transição. Aprofundar a descarbonização nos transportes, ampliar a geração de energia para nossas necessidades de desenvolvimento ou ainda lidar com os desafios climáticos como, por exemplo, a escassez hídrica do Brasil, que estamos enfrentando com planejamento, seriedade e transparência”, disse o presidente da República.

“O Brasil tem de longe a matriz energética mais limpa entre as grandes economias do mundo. Mais de 47% da nossa matriz energética e mais de 80% da nossa matriz elétrica são renováveis. Somos exemplos de transição energética, processo que, teve início nos anos 70”, destacou o presidente.

Ele ainda destacou que o país pretende reduzir, em 620 milhões de toneladas, a emissão de carbono no Brasil em um período de 10 anos.

Em sua live realizada ontem, Bolsonaro fez um discurso completamente diferente. Ele sugeriu que pessoas evitem elevadores e ar-condicionados e que tomem banhos frios para enfrentar a crise hídrica.

“Aqui [no Palácio da Alvorada] são 3 andares. Quando tem que descer, mesmo que o elevador esteja aberto na minha frente, eu desço pela escada. Se puder fazer a mesma coisa no seu prédio… Ajude a gente”, declarou Bolsonaro.

 

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