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Em mensagens, Miller cobra posição sobre sociedade com Esther e fala em conversar com Janot

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Como mostramos antes, Marcelo Miller revelou à advogada Esther Flesch, em 21 de fevereiro de 2017, que levaria a JBS para o escritório Trench, Rossi e Watanabe.

A intenção do procurador era virar sócio da banca e embolsar os honorários pela negociação de um acordo com o Ministério Público.

Numa das mensagens obtidas por O Antagonista, de 10 de fevereiro, o procurador manufesta interesse em marcar uma reunião — pelo contexto, para tratar de uma possível sociedade antes de sair da PGR.

Esther providencia uma passagem para o procurador viajar a São Paulo. Dois dias depois, ele confirma a ida e escreve: “Não se esqueça de mim, please…”.

A frase ganha mais sentido nas mensagens seguintes. No dia 14, por exemplo, ele troca informações sobre outro caso com Esther e fala como se fizesse parte da equipe de advogados.

“Depois, quando puder, veja aquele e-mail. Acho que temos elementos para tentar modificar a competência…”. Logo depois, se corrige: “Temos… rsrs. Por enquanto, vcs têm. rs”.

No dia 16, Miller escreve de forma mais clara e cobra novamente uma posição sobre a sociedade e diz que iria a Brasília para falar com o PGR, Rodrigo Janot.

 

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