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Em nota técnica sobre 3ª dose, Saúde volta a excluir Coronavac

Pasta recomenda que dose de reforço seja de vacinas com tecnologias diferentes, como Pfizer ou AstraZeneca; gestão Doria alega ataque do governo federal
Em nota técnica sobre 3ª dose, Saúde volta a excluir Coronavac
Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

Em nota técnica divulgada nesta quinta-feira (26), o Ministério da Saúde não incluiu a Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, como uma das vacinas recomendadas para a dose de reforço da imunização contra a Covid.

O texto vai de encontro à orientação do governo de São Paulo, que já sinalizou que irá usar a Coronavac como terceira dose.

Na nota, a Saúde afirma que a Coronavac pode produzir maior resposta imune quando combinada com uma terceira dose baseada em outra tecnologia.

E recomenda que a dose de reforço seja preferencialmente da Pfizer, que usa o princípio do RNA mensageiro, ou das vacinas Janssen e Oxford/Astrazeneca, de vetor viral —a vacina do Butantan usa vírus inativados, mesma tecnologia dos imunizantes contra a gripe.

Ontem, como publicamos, o diretor-presidente do instituto paulista, Dimas Covas, alegou que a exclusão da Coronavac não tinha embasamento técnico e a classificou como um ataque da gestão de Jair Bolsonaro contra a de João Doria.

Segundo médicos ouvidos pela Folha, as orientações divergentes entre o governo federal e o paulista têm potencial de provocar disputas na Justiça.

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