Em novas ações, MP do Rio cobra R$ 100 milhões de Edmar Santos e auxiliares

Em novas ações, MP do Rio cobra R$ 100 milhões de Edmar Santos e auxiliares

O MP do Rio ajuizou três novas ações contra os apontados como responsáveis pelo desvio de dinheiro na Secretaria de Saúde do estado. Os promotores pedem que Edmar Santos, Gabriell Neves e Gustavo Borges paguem R$ 100 milhões de indenização por danos morais coletivos e devolvam R$ 5,8 milhões aos cofres públicos do Rio.

No pedido de indenização, o MP afirma que os três se aproveitaram do “período mais crítico da pandemia de Covid-19” para assinar contratos superfaturados, sem licitação e com tramitação expressa no estado.

“No lugar de realizar contratações regulares, adequadas à realidade regional com o objetivo de atender às demandas locais, os citados agentes públicos, valendo-se da situação de emergência em saúde pública, instauraram e conduziram, no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde, processos aquisitivos de equipamentos, medicamentos e insumos médicos repletos de fraudes, no bojo dos quais firmaram contratos ilegais que, somados, envolvem a ordem de centenas de milhões de reais”, afirmam o MP-RJ.

As outras duas ações são de improbidade administrativa. Nelas, o MP afirma que Edmar e os auxiliares combinaram com empresas o direcionamento de compras de equipamentos e remédios para combater a pandemia, mas simularam um processo de concorrência.

Além de Edmar, Gabriell Neves e Gustavo Borges, o MP acusa as empresas Avante Brasil Comércio; Speed Século XXI Distribuidora de Produtos Médicos e Hospitalares; Sogamax Distribuidora de Produtos Farmacêuticos; Carioca Medicamentos e Material Médico; e Lexmed Distribuidora.

Os responsáveis por essas empresas também são alvos das ações de improbidade. São eles: Rodrigo Álvaro Cunha (da empresa Avante); Silvio Cesar Ferreira de Moraes (Speed Século XXI); Cláudio Wagner Ribeiro da Silva (Carioca); André Pereira (Lexmed); Márcio Cosendey Alves e Cláudia Regina Carneiro dos Santos Cosendey (Sogamax).

Os promotores do caso pedem que a Justiça bloqueie bens e quebre os sigilos bancário e fiscal de todos os envolvidos. E os proíba de contratar com o estado do Rio.

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