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Em protesto contra Bolsonaro, Renan recusa-se a questionar médicos na CPI

"Essa irresponsabilidade não pode continuar, isso é a reiteração do crime", disse o relator da CPI sobre declaração do presidente contra vacinas e máscaras
Em protesto contra Bolsonaro, Renan recusa-se a questionar médicos na CPI
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Na sessão de hoje da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL) disse que não vai fazer perguntas a dois médicos defensores do tratamento precoce, em protesto contra declarações de ontem de Jair Bolsonaro contra a vacina e o uso de máscaras.

“Nós temos ontem a continuidade criminosa da defesa da imunização do rebanho, do desdém com a eficácia da vacina e o exemplo do próprio presidente de que ele era a imunização natural, porque tinha contraído o vírus. Essa irresponsabilidade não pode continuar. Isso é a reiteração do crime. Um presidente da República não pode chegar a tamanha irresponsabilidade, os brasileiros estão morrendo”, afirmou o relator da CPI.

“Sabemos que ele tem pulsão por morte, mas ele precisa respeitar a memória de todos e essa CPI, que se instalou para investigar esses fatos que não estavam sendo investigados. Ora, o presidente continuar a fazer o que sempre fez, dessa forma, irresponsável, usando as mídias sociais para induzir os brasileiros ao erro, à morte, com mentiras e falsidades. Jamais esperávamos chegar no Brasil a tamanha irresponsabilidade. Sinceramente, em função desse escárnio, desse descaso, me recuso a fazer hoje qualquer pergunta aos depoentes”, disse depois.

Ele deixou a comissão e foi alvo de protestos de senadores governistas, que consideraram a atitude parcial. O senador Marcos Rogério (DEM-RO) pediu ao presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) que designasse um relator substituto, mas teve o pedido negado.

Antes, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que vai pedir a convocação de representantes do Facebook e do YouTube por não banirem o presidente das plataformas, em razão das “besteiras” ditas por ele que “comprometem a vida dos brasileiros”. “Por muito menos, o Twitter e o Facebook baniram o Donald Trump”.

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