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Em resposta a ameaça de Braga Netto, partidos querem enterrar de vez voto impresso

Movimento ganhou tração depois de virem a público as ameaças do ministro da Defesa às eleições de 2022; para ACM Neto, presidente do DEM, episódio 'reforça articulação contra a PEC'
Em resposta a ameaça de Braga Netto, partidos querem enterrar de vez voto impresso
Foto: Flickr/Secom/Prefeitura de Salvador

Os presidentes de PSDB, DEM, MDB, Solidariedade e PSD estão articulando a derrubada da PEC do voto impresso, defendida pelo governo de Jair Bolsonaro, em resposta à ameaça de Braga Netto de que não haverá eleição em 2022 se ela não for aprovada, informa o Estadão.

O movimento não é novo e inclui outras siglas contrárias à PEC, mas ganhou nova tração depois que vieram a público as ameaças do ministro da Defesa.

Na semana passada, no último dia antes do recesso legislativo, o deputado bolsonarista Paulo Eduardo Martins, presidente da comissão especial sobre o voto impresso, adiou a votação do tema —diante da derrota iminente— com uma manobra regimental.

Agora, a ideia das legendas contrárias à PEC é evitar qualquer possibilidade de adiamento e votar a proposta logo na volta do recesso legislativo, na primeira semana de agosto.

“O nosso trabalho é para rejeitar esse absurdo”, disse ao jornal o presidente do DEM, ACM Neto. “Essa coisa do Braga Netto acaba reforçando a articulação contra [a PEC].”

Titular da comissão especial, Fábio Trad, do PSD-MS, também afirmou que a orientação de seu partido “é para rejeitar”: “Esta ameaça do Braga Netto aumentou a indisposição com a PEC”.

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