Em troca de mensagens, Chico Rodrigues trata de pagamento a mulher do dono de empresa investigada

Em troca de mensagens, Chico Rodrigues trata de pagamento a mulher do dono de empresa investigada
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Polícia Federal extraiu do celular do senador Chico Rodrigues uma troca de mensagens com Francisvaldo Paixão, ex-funcionário da Secretaria de Saúde e denunciante do esquema de corrupção com recursos da Covid-19.

Para os investigadores, as mensagens mostram que Chico Rodrigues era um “gestor paralelo” da Secretaria de Saúde de Roraima.

“Você adiantou o pgto da Gilce/18—serviços?”, pergunta o senador.

Ao que Paixão responde: “Adiante com Edileuza e Monteiro… essa semana sai. Dá um total de aproximado de R$ 2.600.000 Vamos fazer o possível pra pagar um valor próximo a isso.”

“Avisa na 2a feira ok”, pede Chico. “Tranquilo… no final do dia informo o senhor”, finaliza o ex-funcionário.

Gilce é esposa de Júlio Rodrigues Ferreira, sócio da Haiplan Construções Comércio e Serviços, que vendeu máscaras de proteção superfaturadas para o governo de Roraima.

Nota fiscal apreendida pela PF mostra que a empresa cobrou R$ 879.219 por 16.434 unidades. Ou seja, cada máscara custou R$ 53,50 ao cofres públicos, enquanto a Haiplan pagou R$ 1,45 por cada item.

“Tudo indica que o senador estaria cobrando o pagamento da empresa Haiplan”, afirma a PF no inquérito.

“A forma com que o senador cobrava o pagamento da empresa Haiplan em suas conversas com Francisvaldo indicam que o parlamentar estaria atendendo não apenas aos interesses do Estado de Roraima, mas aos seus próprios. Com base no diálogo entre Francisvaldo e o senador, há fortes indícios de que este parlamentar teria grande influência no governo de Roraima”, diz a PF.

A Haiplan também vendeu EPIs para a Universidade Federal de Roraima.

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