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Em vídeo da delação, Cabral detalha influência de operador entre empresários e Judiciário

Em vídeo da delação, Cabral detalha influência de operador entre empresários e Judiciário
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Sergio Cabral detalhou à Polícia Federal, em audiência gravada (assista ao vídeo abaixo), como conheceu o policial José Luiz Solheiro, apontado como intermediário da suposta venda de decisões por Dias Toffoli, e sua influência na comunidade de informações, entre empresários paulistas e membros do Judiciário.

“Eu tinha como assessor um policial aposentado de São Paulo de nome José Luiz Solheiro. Este policial me foi apresentado pelo meu vice-governador Pezão. Ele trabalhou com o governador Anthony Garotinho e com Marcelo Itagiba, que era subsecretário de Segurança da Rosinha. Era uma pessoa de confiança de Itagiba”, diz

Cabral conta que, quando eleito, Pezão levou Solheiro ao gabinete de transição instalado na FGV.

“Disse que era uma pessoa de muita força na comunidade de informação, entre profissionais de segurança, no Judiciário e empresários nacionais, porque tinha muita força lá em São Paulo. Convivia com muitos advogados, muita gente. E daí ele ficou conosco no meu governo e de fato me impressionou. Ele me levou para palestrar na casa do grupo Riachuelo, do Flávio Rocha. Me levou ao presidente da TAM. Tinha uma relação impressionante. Quando eu viajava para o exterior via Guarulhos, ele cuidava de toda a logística junto à PF e à Receita Federal, mostrando que era uma pessoa de muitos relacionamentos. Nesse encontro com o Flávio Rocha, estava todo o empresariado paulista.”

Cabral depois fala que, no final de 2013, “ele disse que o ministro Dias Toffoli queria estreitar relação comigo” e sugeriu um encontro com Roberta Rangel, mulher do ministro.

“Durante o encontro, a dra. Roberta ligou para o ministro Dias Toffoli. Ele registrou a alegria, a satisfação de eu receber sua esposa e agradeceu pela colaboração e gentil recepção”, disse Cabral. Quando os prefeitos de Volta Redonda e Bom Jesus de Itabapoana necessitaram de ajuda no TSE, disse Cabral, Solheiro foi acionado por Pezão, à época governador do Rio.

Toffoli nega as acusações. Os vídeos foram publicados originalmente na Folha.

 

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