Embaixada da China critica proposta dos EUA para 5G

Embaixada da China critica proposta dos EUA para 5G
Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

A Embaixada da China em Brasília criticou nesta quinta (12) a Rede Limpa, uma iniciativa do governo Trump para impedir empresas chinesas de fornecerem o 5G para outros países.

Nesta semana, como mostramos, o subsecretário de Segurança Econômica dos EUA, Keith Krach, visitou Brasília.

Em discurso, Krach disse: “(…) sou apaixonado por convocar nossos aliados e parceiros do governo e da indústria para que se unam à crescente maré para proteger nossos dados e interesses de segurança nacional do estado de vigilância do PCC [Partido Comunista Chinês] e de outras entidades malignas. Ao contrário de outros países que usam tecnologia para construir, comercializar, educar e inspirar, o PCC usa essa tecnologia para afirmar e manter o controle social sobre seus cidadãos”.

Segundo o Departamento de Estado, a Rede Limpa é a “abrangente abordagem da Administração Trump para salvaguardar os ativos da nação, incluindo a privacidade dos cidadãos e as informações mais sensíveis das empresas, de intrusões agressivas de atores malignos, como o Partido Comunista Chinês”.

A Embaixada da China reagiu. “Keith Krach [fez] acusações mal-intencionadas sobre a segurança da tecnologia 5G da China e espalhou mentiras políticas contra a China e empresas chinesas. São alegações que desrespeitam os fatos básicos. O seu objetivo real é caluniar a China e tentar implantar distúrbios na parceria sino-brasileira. Manifestamos veemente objeção a tal comportamento”, diz a nota.

A diplomacia chinesa acrescentou: “A chamada “rede limpa” pregada pelos Estados Unidos é discriminatória, excludente e política. É de fato uma “rede suja”, e sinônimo de abuso do pretexto da segurança nacional por parte dos EUA para promover guerra fria tecnológica e bullying digital. Durante muito tempo, os EUA conduziram, em grande escala e de forma organizada e indiscriminada, atividades de vigilância e espionagem cibernéticas contra governos, empresas e indivíduos estrangeiros, além de líderes de organismos internacionais”.

O Brasil pode fazer a licitação do 5G em 2021. A chinesa Huawei, principal fornecedora do 4G no Brasil, não vai participar diretamente, mas tem as operadoras como clientes.

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