Empresário israelense que contratou Moro é condenado na Suíça

Empresário israelense que contratou Moro é condenado na Suíça
Foto: Steinmetz Foundation

O bilionário israelense Beny Steinmetz, que contratou Sergio Moro como parecerista numa disputa legal com a Vale, foi condenado hoje pela Justiça da Suíça por corrupção de funcionários públicos estrangeiros e falsificação de documentos.

A pena é de cinco anos de prisão. Beny terá ainda que pagar uma multa de 50 milhões de francos suíços.

No julgamento, que durou sete dias, a Promotoria apresentou provas de que o empresário, para obter os direitos de exploração da mina de Simandou (Guiné), em 2008, corrompeu Mamadie Touré, quarta mulher do então ditador Lansana Conté.

Como O Antagonista mostrou em dezembro, o caso de Simandou (a maior reserva de minério de ferro do mundo) foi motivo de um racha interno na direção da Vale e precipitou a queda de Roger Agnelli, morto em 2016.

O ex-presidente da mineradora foi um dos entusiastas do negócio fechado com Beny em 2010, mas nunca conseguiu explicar cláusulas suspeitíssimas e o pagamento antecipado de US$ 500 milhões ao israelense – sem qualquer garantia de que o negócio sairia do papel.

Em 2011, quando o presidente da Guiné, Alpha Condé, anulou a concessão, os problemas em torno do investimento começaram a vir à tona. Uma investigação preliminar apontou indícios de suborno na concessão das minas de Simandou a Beny, em 2008, no governo de Lansana Conté.

Agnelli ainda tentou salvar o negócio com apoio de Lula, mas foi inútil. A Vale, então, alegou que foi enganada, processou Beny numa corte arbitral britânica e obteve veredito favorável, com a imposição de uma indenização de US$ 2 bilhões que Beny deveria pagar à companhia.

O israelense foi à Justiça americana, alegando que a turma de Agnelli sabia de tudo.

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