Enfim, “Lula preso amanhã”

Desde o momento em que foi revelado o megaesquema de corrupção petista no governo federal, O Antagonista passou a defender a prisão do “comandante máximo” da ORCRIM e, com o avançar dos processos da Lava Jato, previu: “Lula preso amanhã.”

O amanhã, enfim, chegou no dia 7 de abril de 2018.

Condenado, em 2017, a 9 anos e seis meses de prisão por Sergio Moro, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula apelou da sentença à segunda instância.

O TRF-4, então, confirmou por unanimidade a condenação, no final de janeiro: os desembargadores foram ainda mais duros do que Moro, aumentando a pena do petista para 12 anos e um mês de reclusão.

Para os petistas, ficou ainda mais difícil defender a versão de queMoro perseguia Lula.

A primeira consequência da condenação no tribunal de apelação veio um dias depois.

Lula tinha viagem marcada para a Etiópia, onde palestraria sobre “combate à corrupção” (deve ser piada), mas foi impedido de deixar o país pelo juiz Ricardo Leite, da Justiça Federal do DF.

Leite apontou o real risco de fuga do condenado e determinou a apreensão de seu passaporteinformação revelada por O Antagonista.

Dias depois, O Antagonista faria outra revelação sobre os planos internacionais de Lula: o petista pretendia pedir asilo em uma embaixada sul-americana em Brasília (Equador ou Bolívia, provavelmente), para escapar da prisão iminente.

Frustradas as duas tentativas, a defesa do condenado multiplicou as chicanas, apresentando à Justiça seguidos habeas corpus. Todos foram negados.

Finalmente, no dia 5 de abril, o Supremo Tribunal Federal negou, por 6 votos a 5, um HC preventivo para o petista, abrindo o caminho de Lula para a cadeia.

No mesmo dia, o TRF-4 enviou ofício a Sergio Moro autorizando a execução da pena: 19 minutos depois, o então juiz da Lava Jato expediu a ordem de prisão.

A sequência da história é patética.

Lula meteu-se, com um grande número de asseclas, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, prometendo resistência e desobedecendo a ordem de Moro.

Ficou lá por dois dias, até se entregar e ser levado pelos agentes da PF para Curitiba, onde cumpre pena.

Ao contrário do que diziam os petistas, que previam uma convulsão social, o Brasil foi dormir em paz, mais justo.

A bagunça começou, então, nos tribunais.

Dois meses depois da prisão, o plantonista Rogério Favreto aproveitou a folga dos desembargadores titulares do TRF-4 para mandar soltar Lula.

Moro rejeitou a decisão e mandou a PF manter Lula preso; Favreto bateu o pé, reiterando sua decisão.

Por fim, o desembargador João Pedro Gebran Neto revogou todas as decisões de Favreto. Foi por pouco.

Lula voltaria a desafiar a Justiça nas eleições.

Condenado em segunda instância, ele estava automaticamente impossibilitado de disputar o pleito, mas, outra vez, apostou na construção de uma farsa.

Apresentou-se como preso político e candidato, dizendo acreditar que a Justiça Eleitoral aceitaria sua candidatura. Era fake, claro.

A farsa se esticou até o fim de agosto, quando o TSE finalmente indeferiu a “candidatura” do presidiário; no lugar dele, entrou o poste Fernando Haddad, derrotado por Jair Bolsonaro no 2º turno.

A última tentativa de tumultuar o ambiente ocorreu no último dia antes do recesso de fim de ano do Judiciário: no apagar das luzes, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar mandando soltar todos os presos em segunda instância — a decisão beneficiaria Lula e outros 169 mil presos.

A PGR recorreuo presidente do STF, Dias Toffoli, derrubou a decisão.

O assunto, contudo, já tem data marcada para voltar à pauta do Supremo: 10 de abril.

Lula poderá, então, deixar a cadeia, mas ainda deve muito à Justiça.

Os processos sobre a reforma do sítio de Atibaia e sobre a compra do terreno para o Instituto Lula já estão nas mãos da juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na Lava Jato (há mais outros processos em andamento). Hardt já mostrou a que veio ao tomar o depoimento do petista.

As sentenças devem sair até abril, o mesmo mês que Dias Toffoli marcou para novo julgamento sobre a validade das prisões para condenados em segunda instância. Deve ser coincidência, claro.

A lição deste ano: não basta colocar Lula na cadeia — é preciso vigilância permanente para mantê-lo lá.

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  1. Luiz disse:

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