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Breve história do bolsolavismo

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Em 13 de julho de 2012, Flávio Bolsonaro entregou pessoalmente a Olavo de Carvalho, na casa do escritor na Virgínia, nos Estados Unidos, a Medalha Tiradentes proposta pelo então deputado estadual e aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A entrega foi transmitida no programa True Outspeak, conduzido pelo escritor.

Trata-se da mesma honraria, a maior da Alerj, concedida por Flávio em 2005, a pedido do pai, ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, miliciano que seria morto em fevereiro de 2020 na Bahia, ao ser alvo de operação das polícias baiana e fluminense.

Em 13 de fevereiro de 2014, Olavo de Carvalho, dos EUA, participou de uma videoconferência com Jair Bolsonaro, que tinha a seu lado os filhos Carlos e Flávio. Do Brasil, os três enfatizaram a satisfação de falar com o escritor, cuja obra havia ganhado novo impulso, para além da bolha da direita virtual, depois do lançamento, em agosto de 2013, do livro best-seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

“Olavo, um prazer estar falando contigo de novo”, disse Flávio, que já tinha o futuro preso Fabrício Queiroz operando em seu gabinete desde abril de 2007. “Eu tive a honra de te entregar aquela Medalha Tiradentes e desde então eu acho que a gente tem estreitado esse laço e, com certeza, nós, mais jovens, temos muito a aprender com toda a sua experiência e a sua bagagem intelectual.”

Carlos Bolsonaro, no estilo que lhe daria fama nas redes sociais, disse que “nós estamos sendo massacrados por uma ditadura da opinião imposta pelos comunistas”.

Jair Bolsonaro acrescentou: “Sem falar, Olavo, que 30 milhões de jovens estão no ensino fundamental. E eles [os esquerdistas] estão jogando maciçamente nos livros – não só com gravuras, mas com textos – que o capitalismo é um inferno e o socialismo é o paraíso e a solução para os problemas aqui do Brasil.”

“Ah”, ironizou Olavo, sorrindo, “foi o que se viu na União Soviética, na Hungria, na China, é uma beleza! O comunismo é uma delícia.”

“É a cartilha deles: não tome quartéis, tome escolas”, completou Jair Bolsonaro.

Conversa vai, conversa vem, Olavo disse ter “várias questões e dúvidas com relação às próximas eleições”, ou seja, as que viriam no fim daquele ano de 2014. Citou “vários candidatos possíveis, conservadores e muito bons”, como o próprio Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado e a advogada Denise Abreu, mas revelou seu temor:

“Eu tenho medo de uma divisão do eleitorado. Quero saber se existe algum plano de eles entrarem num acordo, conversarem, para ver se formam uma frente unificada. Essa é a dúvida principal que eu tenho.

A segunda é o seguinte: no caso de um deles ser eleito, nós não podemos esquecer que ser escolhido para um cargo eletivo não lhe dá imediatamente um suporte de militância que o outro lado tem o suficiente para botar, se eles quiserem, dez milhões de pessoas na rua gritando contra você, do dia para a noite – eles têm meios de fazer isso.”

Olavo então quis saber “se eles [os possíveis candidatos de direita] têm algum plano de formar uma militância para defendê-los tanto na rua quanto na internet”.

“Senão”, explicou, “o sujeito fica lá na presidência como um pato sentado, só para levar chumbo. E foi o que aconteceu com o Collor. O Collor tinha o apoio do eleitorado, mas o eleitor apoia você de quatro em quatro anos, e a militância, não. Ela está lá te combatendo todo dia. Então o eleitorado é uma força difusa, ao passo que a militância é uma força dirigida. O eleitorado é como um spray que sopra de quatro em quatro anos. É um apoio muito tênue, muito vago. Sem militância, qualquer presidente antipetista que seja eleito estará muito vulnerável.”

A importância da formação de uma militância de direita na disputa pelo poder com a esquerda no Brasil já havia sido mencionada em artigos jornalísticos de Olavo de Carvalho, mas aquele foi o primeiro e mais ilustrativo registro de confabulação direta do escritor com a família Bolsonaro sobre a necessidade de uma base militante, que acabaria sendo formada ao longo dos anos seguintes, mas não naquele momento.

“No meu entender”, enfatizou Olavo, “primeiro precisava juntar todos esses políticos conservadores, ou liberais, ou de direita, ou como queiram chamar, e eles começarem a formação de uma militância. Isso é uma coisa urgente. É mais urgente até do que ganhar a eleição. Porque, se você tem a militância e não tem o cargo, você já tem o poder. Agora, se você tem o cargo sem militância, você só tem o poder nominal.”

Referindo-se à esquerda, Olavo disse ainda que “o país inteiro está com o saco cheio dessa gente, não aguenta mais. Qualquer outra alternativa que apareça será vista com simpatia; porém, se tiver muitos candidatos, a coisa divide e desorienta o eleitorado.”

Jair Bolsonaro discordou:

“Eu entendo ao contrário. Quanto mais candidatos tiverem [sic], melhor é para a gente buscar o segundo turno. O apelo que eu faço é que não anulem o seu voto para presidente. Vota em qualquer um do outro lado. Nós temos aí o Aécio Neves; o Eduardo Campos; o Pastor Everaldo, do PSC… Então nós temos que buscar não anular o voto, porque o voto nulo, abstenção ou branco ajuda a esquerda.”

O então deputado federal pelo PP contou ter se aproximado das lideranças do PSC porque, assim, teria “algum espaço” no horário eleitoral do Pastor Everaldo “para falar alguma coisa”. Líder da igreja Assembleia de Deus, Everaldo tinha como bandeiras de candidatura a defesa dos princípios cristãos e a valorização da família, incluindo as lutas contra o aborto e a favor da redução da maioridade penal. Ele ficaria em quinto lugar no primeiro turno, com 780.513 votos válidos, 0,75% do total, atrás de Dilma Rousseff (43.267.668/ 41,59%), Aécio Neves (34.897.211/ 33,55%), Marina Silva (22.176.619/ 21,32%) – que assumiu a cabeça de chapa após a morte de Eduardo Campos em acidente de avião e levou votos evangélicos antes inclinados a Everaldo –; e Luciana Genro (1.612.186/ 1,55%).

Em 2016, Everaldo levaria Bolsonaro para o PSC e, também, para ser batizado no Rio Jordão, em Israel; mas a recusa do Pastor em entregar-lhe o controle da legenda e o pretexto de sua aliança com o PCdoB no Maranhão nas eleições municipais fariam o potencial candidato de 2018 sair em busca de um partido para chamar de seu – busca esta que persiste até hoje.

Na videoconferência, Bolsonaro ainda se justificou:

“Não adianta eu apoiar um candidato que não quer que eu apareça na página porque ele acha que eu vou atrair algum setor da sociedade contra ele, onde ele está completamente enganado.”

Ele se referia, indiretamente, ao receio manifestado nos bastidores por Aécio Neves de que a fama de parlamentar polêmico lhe tirasse votos, caso a presença de Bolsonaro na campanha do PSDB fosse ostensiva.

Em 22 de maio de 2014, porém, Bolsonaro manifestou seu desejo de ser vice na chapa tucana, o que lhe seria, segundo ele, “uma grande honra”:

“O Eduardo Campos está um pouco tímido em suas propostas e estratégias, enquanto o Aécio Neves já se mostra muito mais simpático e agressivo. Eu sou uma oposição muito melhor que qualquer um dos dois, mas, se eu não for candidato, simpatizo muito mais com o Aécio, que é o representante da direita atualmente. Se eu não conseguir me candidatar, quero ser vice de Aécio Neves. Claro, nada disso nunca entrou em pauta e nunca ninguém falou sobre isso, mas seria uma grande honra para mim.”

Em seguida, ao ser provocado a completar a frase “se eu for presidente, o Brasil vai…”, Bolsonaro deu a resposta que seria explorada contra ele em 2019 e 2020, em seus primeiros anos de presidência, diante das críticas e ironias internacionais a seu governo.

“Ser respeitado no mundo todo. Nós deixaremos de ser uma piada, como somos hoje, e começaremos a ser vistos com respeito. Todos vão querer fazer negócio conosco.”

Bolsonaro e seu filho Carlos acabaram pedindo voto para Aécio Neves nas ruas, com adesivos do tucano em suas camisetas. Carluxo publicou no Youtube o vídeo “Aécio / Bolsonaro: Contra a cubanização do Brasil”, com cenas da campanha conjunta, mas apagaria a postagem em 2020, após O Antagonista lembrá-la na “Linha do tempo: Moro e Lava Jato incomodam o establishment”. (Ela, porém, ainda pode ser vista na íntegra ao fim do vídeo “O bolsonarismo tucano”, em nosso canal de Youtube.)

Em outubro de 2014, já eleito para o sétimo mandato como o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, com 464.572 votos, Bolsonaro reforçou seu apoio à chapa do PSDB no segundo turno da corrida presidencial:

Mesmo que ele não queira, voto no Aécio Neves. O grande mal do Brasil hoje é o PT. Se Dilma conseguir a reeleição, não fugiremos de uma ida para Cuba sem escala na Venezuela. É um governo que se preocupa em caluniar as Forças Armadas 24 horas por dia.”

Em 15 de outubro de 2014, Bolsonaro encerrou seu discurso antipetista na tribuna da Câmara, dizendo: “Deus salve o Brasil no dia, agora, 26 de outubro, votando em Aécio Neves para presidente.”

Já Olavo de Carvalho, naquela corrida eleitoral, apoiou intensamente Denise Abreu, que lançou sua pré-candidatura pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), mas encontrou resistência interna, dificuldades de estrutura de campanha e falta de planejamento, até que o PEN (pelo qual Bolsonaro teria conturbada passagem em 2017, quando a legenda alterou seu nome para Patriota) comunicou ao PSDB seu apoio formal à candidatura de Aécio.

Ex-procuradora do Estado de São Paulo (1986-2003), Denise foi diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) durante o governo de Lula, em período marcado pelo caos aéreo que culminou com a morte de 199 pessoas no acidente do voo 3054 da TAM em julho de 2007 no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Denise foi acusada de ter induzido a Justiça a erro ao apresentar suposto documento falso com norma técnica que permitiria a liberação da pista para aviões com o reverso quebrado em dias de chuva, o que ocorreu no caso trágico. Ela e dois executivos, porém, acabaram absolvidos em primeira e segunda instâncias, e o Ministério Público Federal disse que não recorreria da decisão.

Em 2016, Denise se filiou ao recém-criado PMB (Partido da Mulher Brasileira), pelo qual cogitou concorrer à Prefeitura paulista, mas desistiu e se aliou a João Doria (PSDB). Do prefeito eleito, ganhou o cargo de diretora do Ilume (Departamento de Iluminação Pública da capital paulista), no qual permaneceu até a divulgação de gravações de conversas sobre propina. Demitida da Prefeitura em 2018 por Doria, mas não condenada, Denise foi contratada em março de 2020 pelo já governador tucano (e rival de Bolsonaro) como assessora da Secretaria de Governo. Dois meses depois, acabou transferida para a Casa Civil, com o salário de R$ 12,6 mil.

Na corrida eleitoral de 2014, sem Denise, Olavo de Carvalho chegou a se surpreender com a performance de Aécio Neves.

“O Aécio Neves tem mais força e personalidade do que eu imaginava”, escreveu em 10 de outubro no Facebook. “Aécio Neves tem tudo para ser um dos melhores presidentes que este país já teve. Um FHC sem entojamento uspiano e sem rabo preso com um passado marxista. Mais simples, mais comunicativo e mais próximo do povo. Nem todas as suas ideias são perfeitas, mas, se ele fizer só duas coisas – desmantelar o aparelhamento petista do Estado e seguir a política econômica que anunciou no Forum da Liberdade em Porto Alegre – já terá marcado, na história da nossa Presidência, um momento de brilho incomum”, escreveu em 25 de outubro.

Dilma, porém, derrotou Aécio por 54.501.118 votos (51,64%) a 51.041.155 (48,36%).

Para a direita virtual, ficou claro que o PSDB era incapaz de tirar o PT do poder. Mas o caminho para uma candidatura Bolsonaro ainda seria longo e sinuoso.

Prova disso é que, em 15 de março de 2015, em manifestação contra o governo do PT na orla de Copacabana, Bolsonaro foi convidado a subir em carro de som, mas acabou impedido pela vaia da ala dos próprios manifestantes antipetistas que tinha, para dizer o mínimo, ressalvas à posturas do então deputado federal, associado ao regime militar. (Leia aqui, aqui e aqui.)

Contudo, o avanço do processo de impeachment de Dilma Rousseff (concluído em 2016) e da Lava Jato (que culminaria na prisão de Lula em 2018), o crescimento virtual da direita anti-establishment, a formação de uma militância bolsolavista “dirigida” nas redes sociais, as alianças com líderes evangélicos que atraíram os crentes e com Paulo Guedes que acalmou o mercado, além da eleição de Donald Trump nos EUA e da falta de outras alternativas viáveis fora da esquerda complacente com a roubalheira petista – tudo isso foi abrindo espaço para Bolsonaro no eleitorado “difuso”, nos carros de som e, depois, no noticiário; espaço turbinado, neste último, após a facada de Adélio Bispo, sofrida a um mês do pleito.

Pelo Partido Social Liberal (PSL), de carona no combate à corrupção, no liberalismo econômico e no “conservadorismo”, Bolsonaro chegou então à presidência da República e levou ao governo o ex-juiz da Lava Jato em Curitiba, Sergio Moro. Mas o passado sujo dos gabinetes da família veio à tona a partir da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Lato, levando o presidente a trair promessas, escolher um PGR anti-lavajatismo e fazer tudo o que foi descrito em nossa linha do tempo (incluindo blindar Dias Toffoli contra a CPI da Lava Toga com ajuda dos filhos e militantes, enquanto o presidente do STF mantinha suspensa a investigação de Flávio Bolsonaro por peculato e lavagem de dinheiro no caso da “rachadinha”).

A militância idealizada por Olavo de Carvalho, fomentada por seus prepostos no governo (um exemplo aqui) e remunerada com dinheiro público nos chamados “gabinetes do ódio” na Presidência e em Assembleias Legislativas estaduais (como mostrou Crusoé em 2019 e confirmou o Facebook em 2020) passou a atuar cada vez mais como uma milícia virtual, tentando assassinar com mentiras a reputação de todos os que apontavam a sujeira da família Bolsonaro; os que, bem ou mal, reagiam institucionalmente a ela; além dos militares que vetavam ou disputavam as boquinhas estatais de seu interesse. Embora em inquérito repleto de vícios de origem e decisões monocráticas obscuras, parte desses militantes ainda começou a ser investigada no STF por fake news, ofensas e ameaças; e alguns chegaram a ser presos no âmbito de outro inquérito, que, a pedido do PGR, investiga atos considerados antidemocráticos.

“Há três razões principais para que um grupo numeroso, forte e de ideias bastante homogêneas não tenda a ser constituído pelos melhores e sim pelos piores elementos de qualquer sociedade”, escreveu Friedrich Hayek, vencedor do prêmio Nobel de Economia de 1974, em O caminho para a servidão, de 1944, no atualíssimo capítulo “Por que os piores chegam ao poder”. “De acordo com os padrões hoje aceitos, os princípios que presidiriam à seleção de tal grupo seriam quase inteiramente negativos.”

Em primeiro lugar, é provavelmente certo que, de modo geral, quanto mais elevada a educação e a inteligência dos indivíduos, tanto mais se diferenciam os seus gostos e opiniões e menor é a possibilidade de concordarem sobre determinada hierarquia de valores. Disso resulta que, se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhança de pontos de vista, teremos de descer às camadas em que os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevalecem os instintos mais primitivos e ‘comuns’. (…)”

“A esta altura entra em jogo o segundo princípio negativo da seleção: tal indivíduo conseguirá o apoio dos dóceis e dos simplórios, que não têm fortes convicções próprias mas estão prontos a aceitar um sistema de valores previamente elaborado, contando que este lhes seja apregoado com bastante estrépito e insistência. Serão, assim, aqueles cujas ideias vagas e imperfeitas se deixam influenciar com facilidade, cujas paixões e emoções não é difícil despertar, que engrossarão as fileiras do partido totalitário.”

O terceiro e talvez mais importante elemento negativo da seleção está relacionado com o esforço do demagogo hábil por criar um grupo coeso e homogêneo de prosélitos. Quase por uma lei da natureza humana, parece ser mais fácil aos homens concordarem sobre um programa negativo – o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em melhor situação – do que sobre qualquer plano positivo. A antítese ‘nós’ e ‘eles’, a luta comum contra os que se acham fora do grupo, parece um ingrediente essencial a qualquer ideologia capaz de unir solidamente um grupo visando à ação comum. Por essa razão, é sempre utilizada por aqueles que procuram não só o apoio a um programa político mas também a fidelidade irrestrita de grandes massas. Do seu ponto de vista, isso tem a vantagem de lhes conferir mais liberdade de ação do que qualquer programa positivo.”

Mais adiante, antecipando o comportamento virtual da “comunidade” bolsolavista, Hayek descreveu a “ética coletivista”, na qual “o princípio de que o fim justifica os meios” torna-se “a regra suprema”: “não há literalmente nada que o coletivista coerente não deva estar pronto a fazer, desde que contribua para o ‘bem da comunidade’, porque o ‘bem da comunidade’ é para ele o único critério que justifica a ação”.

“A ‘razão de estado’, em que a ética coletivista encontrou a sua formulação mais explícita, não conhece outros limites que não os da conveniência – a adequação do ato particular ao objetivo que se tem em vista. (…) Não pode haver limites para aquilo que o cidadão desse estado deve estar pronto a fazer, nenhum ato que a consciência o impeça de praticar, desde que seja necessário à consecução de um objetivo que a comunidade impôs a si mesma ou que os superiores lhe ordenem. (…)”

“Para ser um auxiliar útil”, o indivíduo “deve estar preparado para violar efetivamente qualquer regra moral de que tenha conhecimento, se isso parecer necessário à realização do fim que lhe foi imposto. Como o chefe supremo é o único que determina os fins, seus instrumentos não devem ter convicções morais próprias. Cumpre-lhes, acima de tudo, votar uma fidelidade irrestrita à pessoa do líder; em seguida, o mais importante é que sejam desprovidos de princípios e literalmente capazes de tudo.”

Muito antes de Olavo, Hayek foi profético.

Setenta e seis anos depois de O caminho para a servidão, a militância bolsolavista e os seguidores “dóceis e simplórios” desinformados por ela (inclusive sobre a pandemia do novo coronavírus) se encaixam cada vez mais nas descrições do economista e filósofo austríaco, defensor – este sim – do liberalismo clássico.

 

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