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ENTREVISTA: Ibaneis reclama de 'interferência indevida' do Judiciário, que freia a reabertura

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Três decisões judiciais nas últimas três semanas barraram as investidas do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), de reabrir o comércio e afrouxar as regras de isolamento social.

Na última, de ontem, a Justiça do DF deu 24 horas para Ibaneis suspender um decreto que reabria todo o comércio, bares, restaurantes, salões de beleza e colocava data para a retomada das aulas em escolas e universidades públicas e privadas da capital federal.

O Antagonista, o governador reclamou do que chamou de “interferência indevida” do Judiciário e disse que Brasília alcançou o platô, apesar de os números da Covid-19 apresentarem uma crescente nas mortes na capital nos últimos dias.

Leia a entrevista completa:

O senhor ser reuniu com o Sindicato dos Professores e decidiu adiar a retomada das aulas presenciais. O que pesou?

Não adiei, não. O decreto desde o início falava a partir do dia 3. Lá não tem nada de adiar. Estou conversando com o sindicato, com profissionais de educação, vão cuidar das escolas, alimentação para as crianças. Quando colocamos a partir, será escalonado.

Mas a demanda do setor é pelo adiamento.

A demanda deles é exatamente esta: para que seja feito de forma escalonada. Essa era a demanda deles. Quando eu coloquei que é a partir do dia 3, também esperava que fosse escalonado, como de fato espero. Quando você for retomar as aulas, recomeça com pelas séries mais adiantadas, que têm outro nível de concentração. Vai voltando o impacto para o transporte público, transporte escolar. Tem que ser feito de forma escalonada. O pedido deles foi esse e eu aceitei imediatamente, até porque era o que eu pensava.

As decisões da Justiça, como essa mais nova, têm freado a reabertura que o senhor tem determinado. O senhor tem repensado a flexibilização?

Eu já fiz o recurso e vou atender a decisão da Justiça. A decisão da Justiça, quando você é contrariado, você recorre. Já preparei todos os recursos e espero que seja despachado de hoje para amanhã. Se não for, vou suspender o decreto até que o juiz entenda que pode reanalisar as opções que foram colocadas. Tenho certeza que há uma interferência indevida. Tenho certeza. A decisão judicial você cumpre ou recorre. Eu sou da área jurídica, vou cumprir e vou recorrer.

As recomendações são para reabrir as atividades quando os casos confirmados de Covid-19 estão caindo. Aqui em Brasília, na terça-feira, foram registradas 41 mortes, novo recorde. Por que ampliar a reabertura agora?

Nós estamos exatamente no pico. Essa ideia do pico, que na verdade é um platô, já era esperada. Estamos trabalhando, cada morte é uma perda, mas isso aí tudo é da pandemia, da crise, e a avaliação está sendo feita de forma técnica.

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