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ENTREVISTA: "Religião não diz muito sobre quem está sendo nomeado", diz Moro sobre indicações ao STF

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No quarto e último bloco da entrevista exclusiva a O Antagonista, o ministro Sergio Moro comenta sobre a possibilidade de não ser indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. Moro, que é católico e não ‘terrivelmente evangélico’, alerta para os falsos profetas.

“Nomear um ministro do Supremo, seja católico, protestante, evangélico, luterano, batista ou dessas novas vertentes mais recentes, não é um dado assim que diz muito em relação a quem está sendo nomeado. Até porque existem pessoas que afirmam que professam a religião, mas no íntimo acaba sendo uma máscara.”

O ministro, porém, acredita que o homem público pode imprimir valores morais na construção de políticas públicas.

“Respeito muito todas as religiões. Ontem, até tive um encontro com a Frente Parlamentar Evangélica. Não vejo nenhum problema no homem público — o Estado evidentemente é laico — defender seus valores, inclusive religiosos. E buscar, até na construção de políticas públicas, imprimir alguns desses valores. O mote principal do cristianismo é fazer bem ao próximo.”

Quando questionado se manterá fidelidade a Bolsonaro caso não seja indicado ao STF, Moro desconversa: “Meu sonho agora é ser ministro da Justiça e da Segurança Pública. O presidente tem a oportunidade de fazer suas escolhas. O importante é que ele faça boas escolhas.”

O assinante A+ assiste à entrevista em primeira mão.

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