ENTREVISTA: Wilson Lima diz que Pazuello ajuda a 'agilizar demandas', mas que 'ainda falta oxigênio'

ENTREVISTA: Wilson Lima diz que Pazuello ajuda a agilizar demandas, mas que ainda falta oxigênio
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse a O Antagonista que o estado ainda precisa de cargas extras de oxigênio. Nos últimos dias, as ações do governo estão sendo tomadas por um comitê integrado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“Estamos montando mini usinas de produção de oxigênio, comprando concentradores, mas continuamos precisando de cargas extras.”

Segundo ele, a demanda varia entre 75 mil e 80 mil metros cúbicos de O2 por dia, enquanto o suprimento fica em torno de 28 mil metros cúbicos. A Venezuela continua enviando cargas extras, assim como algumas empresas e o próprio governo federal.

Lima afirmou que, depois da onda de mortes das últimas semanas, a população está mais consciente do risco da Covid-19 e a maioria tem seguido os protocolos de segurança. “Muita gente ficou assustada com o que aconteceu.”

O governador disse também que a presença in loco do ministro da Saúde agiliza a prestação de assistência por parte do governo federal.

Ele contou que foram abertos novos leitos no Hospital Newton Lins e há previsão de ampliar a capacidade de atendimento, a partir de amanhã, com um hospital de campanha anexo ao Hospital Delphina Aziz.

“É uma estrutura montada pelo Exército em parceria com o governo. Vamos apoiar com profissionais, rouparia etc. Também vamos abrir mais leitos no Hospital Universitário Getúlio Vargas.”

Wilson Lima explico ainda que pacientes ainda estão sendo transferidos para outros estados – “uma média de 32 por dia”. Em relação aos óbitos, houve uma ligeira queda nos últimos dois dias, mas será preciso esperar até o fim da semana para confirmar a tendência.

Sobre as denúncias de desvio de vacinas, o governador disse que o problema está na Justiça, que suspendeu temporariamente a distribuição.

Leia mais: Leia na Crusoé como o governo corre para garantir as vacinas necessárias para imunizar a população no começo de 2021.
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