Envolvida em desvios na Funcef, Rio Bravo vira testemunha de acusação

Na denúncia por improbidade apresentada ontem contra os ex-diretores da Funcef, o Ministério Público Federal em Brasília ressalta que o esquema foi beneficiado pela superavaliação dos ativos do Estaleiro Rio Grande.

O relatório de ‘valuation’ foi feito por Fabio Okamoto e Maria Silva Santos, da Rio Bravo Project Finance, de Gustavo Franco, que trocou o PSDB pelo Partido Novo. Curiosamente, o MPF não denunciou a empresa ou seus sócios. Pelo contrário, a RB vai virar testemunha de acusação, mesmo tendo sido responsável por um relatório “irregularmente confeccionado de modo a supervalorizar os empreendimentos a serem adquiridos pela Funcef e pela Ecovix”.

“A supervalorização fez com que a Funcef despendesse mais dinheiro para a constituição do FIP RG Estaleiros”, beneficiando a Ecovix, sua controladora Engevix, a holding Jackson e seus sócios Gerson Almada, Cristiano Kock e José Antunes Sobrinho.

Além disso, o MPF diz que a contratação da RB para o valuation seria “conflito de interesses” entre a Funcef e a WTorre, uma vez que a avaliadora pertence à Rio Bravo, que financiou a própria construção do estaleiro da WTorre, por meio do FII Rio Bravo.

O FII Rio Bravo pôs R$ 600 milhões no empreendimento, obtendo em troca o direito de exploração do estaleiro Rio Grande 1 por dez anos. “A fragilidade do estudo de avaliação exterioriza-se também pelo fato de ter sido realizado com base em premissas fornecidas pela própria WTorre e pela Engevix”.

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  1. Onde a CVM entra no assunto? Cadê a governança? A empresa que estrutura é a mesma que faz o valuation??? Nunca ouvi contar tamanho absurdo. Total conflito de interesse. Basta pesquisar como funcionam as gestoras, administradoras e estruturadoras de Fundos.

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  1. Onde a CVM entra no assunto? Cadê a governança? A empresa que estrutura é a mesma que faz o valuation??? Nunca ouvi contar tamanho absurdo. Total conflito de interesse. Basta pesquisar como funcionam as gestoras, administradoras e estruturadoras de Fundos.

  2. Vou colocar este comentário em qualquer lugar, embora não tenha muito a ver com a notícia acima. Antagonistas, antes de meter o pau nos servidores públicos, vocês já deram uma olhada nas aposentadorias das estatais e, em particular, em seus programas de incentivo?! Vejam que tem muita gente por lá saindo com 50 anos de idade, o que é um absurdo colossal. Depois as pessoas vem falar em privilégios de quem contribui com até 14% sobre o salário bruto, se aposenta com idade mínima de 55/60 anos, não recebe plr, fgts, etc. Fala sério!

    1. Não está satisfeito?
      Pede pra sair!!!
      Arruma um trabalho de verdade!!!
      Vá produzir algo e viver só seu próprio sustento!!!

  3. A ORCRIM usou recursos dos fundos de pensão e FGTS para “lavar” dinheiro sujo através do uso de FIPs.
    Os fundos de pensões e FGTS tiveram prejuízos bilionários aplicando em cotas de FIPs.
    A lavagem de dinheiro sujo do petrolão era feita através de superfaturamento de cotas do FIP.
    O irmão do LevandoDólar era sócio do Gustavo Franco na Rio Bravo.
    O Zé Serial Killer tem q explicar direitinho essa história que o patrimônio dele dobrou em 3 anos na “lavanderia” do irmão do LevandoDólar. Foi o que ele disse ao Moro.

  4. O Amoedo é só mais um cretino, dentre tantos que habitam a Banania. Tapado mesmo é quem o apoia.
    Menos Estado! “para os outros”.
    Liberdade de mercado! “Para nós”
    Privatize! “O lucro”
    Socialize! “O prejuízo”

  5. É muita falta de vergonha na cara!
    .
    E ninguém vai fazer alguma coisa contra um disparate como esse?
    .
    A própria corregedoria do MPF deveria intervir nisso, para evitar manchar a imagem do órgão.

  6. Querer associar o NOVO a essa lambança foi forçar a barra. O Franco é dono da avaliadora RIO BRAVO e da gestora homônima do fundo, estava no PSDB à epoca dessa cagada toda. Saiu do psdb para o NOVO bem depois disso e agora o NOVO está vinculado a isso? Não mesmo.