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Envolvida em desvios na Funcef, Rio Bravo vira testemunha de acusação

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Na denúncia por improbidade apresentada ontem contra os ex-diretores da Funcef, o Ministério Público Federal em Brasília ressalta que o esquema foi beneficiado pela superavaliação dos ativos do Estaleiro Rio Grande.

O relatório de ‘valuation’ foi feito por Fabio Okamoto e Maria Silva Santos, da Rio Bravo Project Finance, de Gustavo Franco, que trocou o PSDB pelo Partido Novo. Curiosamente, o MPF não denunciou a empresa ou seus sócios. Pelo contrário, a RB vai virar testemunha de acusação, mesmo tendo sido responsável por um relatório “irregularmente confeccionado de modo a supervalorizar os empreendimentos a serem adquiridos pela Funcef e pela Ecovix”.

“A supervalorização fez com que a Funcef despendesse mais dinheiro para a constituição do FIP RG Estaleiros”, beneficiando a Ecovix, sua controladora Engevix, a holding Jackson e seus sócios Gerson Almada, Cristiano Kock e José Antunes Sobrinho.

Além disso, o MPF diz que a contratação da RB para o valuation seria “conflito de interesses” entre a Funcef e a WTorre, uma vez que a avaliadora pertence à Rio Bravo, que financiou a própria construção do estaleiro da WTorre, por meio do FII Rio Bravo.

O FII Rio Bravo pôs R$ 600 milhões no empreendimento, obtendo em troca o direito de exploração do estaleiro Rio Grande 1 por dez anos. “A fragilidade do estudo de avaliação exterioriza-se também pelo fato de ter sido realizado com base em premissas fornecidas pela própria WTorre e pela Engevix”.

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