Escândalo da Vivo teria sido abafado pelo UOL

Leiam o que publicou o jornalista Políbio Braga, no seu blog*:

“Em 13 de junho foi demitida da Vivo a toda poderosa diretora de marketing Cris Duclos. Agora começa a ficar claro que o motivo foi um rombo de R$ 27 milhões. A diretora usava três das agências de publicidade que atendiam a Vivo (hoje são DPZ, Africa, DM9DDB e Young & Rubicam) para superfaturar produções de filmes publicitários e repassar propina de volta para ela. Mais: ela fez uma acordo com a agência Africa (de Nizan Guanaes) para contratar seu marido, Ricardo Chester, que também recebia propina na forma de um salário milionário, muito acima da média da equipe.

Mas a história fica melhor agora: ontem o jornalista Fernando Rodrigues (UOL/Folha) twittou esta notícia. E no fim do dia, APAGOU os tweets. A especulação é de que a Folha e o UOL cederam à pressão tanto da Vivo quanto de Nizan Guanaes (que está no centro do escândalo) e censuraram o jornalista.

E segue: o jornal Valor iria publicar hoje uma notícia longa sobre isso, mas Nizan a abafou. Mais ainda: são investigadas notícias de que a agência usava o dinheiro superfaturado para pagar o aluguel de uma mansão para Cris Duclos no condomínio Quinta da Baronesa, em Itu.

É uma espécie de Petróleo privado.”

* Atualização: Diante da falta de explicações claras da Telefônica Vivo sobre a sua saída, Cris Duclos entrou na Justiça e, em 29 de setembro, conseguiu quebrar a cláusula de sigilo que a impedia de falar sobre a sua demissão. Soube-se, então, que ela não foi demitida por justa causa e recebeu um ano a mais de salário para não aceitar cargo em empresas concorrentes da Vivo. Cris Duclos também não tem propriedade no condomínio Quinta da Baroneza, e sim na Fazenda Boa Vista. Ela e seu marido afirmam ser inocentes. O caso permanece nebuloso, infelizmente.

Atualização: em 27 de dezembro de 2016, a Vivo atestou a inocência de Cris Duclos numa nota conjunta publicada no jornal Valor Econômico:



3 comentários

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  1. Planos de Incentivo (“BV de mídia”)

    O “bônus de volume” ou “BV de mídia” é um pagamento periódico feitos pelos meios de comunicação às agências que os contratam. Trata-se de um bônus proporcional ao volume de negócios feitos por cada agência junto àquele veículo.

    Essa prática traz 2 riscos: o de conduta contra a livre concorrência, uma vez que as grandes agências podem cobrar valores menores na negociação com veículos, depois compensados com o bônus de volume, e retirar agências menores do mercado. O outro risco é o de favorecimentos de veículos que pagam “BVs” mais polpudos. https://www.poder360.com.br/midia/praticas-comuns-colocam-compliance-em-risco-nas-agencias-de-publicidade/

  2. Propaganda-Publicidade ajuda e muito! [veja produto vendido a pouco: a “Coração-Valente©” Sem precisar de “dinheiro” pra comprar] Engana-se e se cai. Eis: o Milionário-João-Santana, publicitário do Lula-Dilma-PT, e Mônica-Milionária-Moura [«Danoninho Vale por 1 Bifinho»] é que convenceram — e convencem ainda — a ACHAR Q o PT, o Petismo e Lula são “O Cara”, “””guerreiro””, que é doce Coração-Valente© (rsrs), q está do lado do pobre etc. Tudo embuste, charlatanismo, vigarice do PT, de dilma (a-baranga-de-BH) e do brega PT. Propaganda & publicidade. (Temer é aguinha-com-açúcar perto).

  3. «– Nóis, Isentona, têmo é ki í pra porta🚪da Rêdi Grobo módi gritá assim: “FORA REDE GLOBO!” Têmo que fazê isso, ISENTONA, pois vão achá que nóis não samos de isquerda» «– Bobági, Sebastião! Todos da nossa página sábi que nóis duas samos de isquerda, pois nóis gostámo muiiiiito do TAQUARA-RACHADA-BUARQ «– Ah! é mêsmu, Isentona! Câmu eu fui esquecê disso?, gêntchi! Nosso cantôr de musiquinha de 5 minutinho, dus ÂN.US 60, Isentona! Nossa época. O nosso Amado e venerádu Taquara-BuarQ-Rachada! Agora eu sei e tenho certeza que sámos de isquerda! Tô mi sentindo bem di nôvo.