Esquema na venda de combustíveis da Petrobras perdurou durante a Lava Jato

A Polícia Federal apreendeu grande soma de dinheiro em cash na casa de um dos alvos da operação de hoje, no âmbito da Lava Jato. A investigação, relacionada aos possíveis ilícitos na relação de executivos de trading companies, sugerem que os investigados promoviam um rodízio no fechamento de operações com as empresas do setor, em troca de propina.

Uma das empresas chegou a desembolsar o equivalente a R$ 45 milhões para subornar o funcionário.

Essa é mais uma fase que se insere na frente destinada a investigar ilícitos praticados em negócios da área comercial da Petrobras, composta por várias gerências subordinadas à Gerência Executiva de Marketing e Comercialização, que por sua vez está situada imediatamente abaixo da Diretoria de Abastecimento.

Segundo o MPF, as provas colhidas na investigação incluem mensagens de SMS, e-mails, planilhas e uma série de invoices de uma das companhias envolvidas que demonstram, aliadas a diversas informações bancárias e fiscais, a existência de um “sistemático esquema de pagamento de vantagens indevidas e de conversão desses valores em bens de aparência lícita, que perdurou pelo menos de 2009 a 2018” – ou seja, mesmo durante a Lava Jato.

“O volume das operações comerciais é de difícil estimativa, tendo sido descoberto, contudo, que só em propina, uma das empresas envolvidas desembolsou US$ 8.171.739,41, por meio de doleiros, valor que supera R$ 45 milhões no câmbio atual.”

 

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