Do esquema do sushi ao volante do Uber

O advogado Thiago Aragão, ex-sócio de Adriana Ancelmo, virou motorista de Uber, enquanto aguarda como réu sentença da Operação Eficiência, uma das 16 ações penais envolvendo Sérgio Cabral, informa a Folha.

“Reconheço meu erro e não tem um dia que eu não peça perdão. Mas, naquele momento, não tinha dimensão de participar de uma organização criminosa chefiada pelo governador”, disse Aragão ao juiz Marcelo Bretas.

Pelo escritório, o advogado emitiu notas superfaturadas de 2014 a 2016 contra o Manekineko, rede de restaurante de comida japonesa de seu ex-cunhado, Ítalo Garritano.

“O valor repassado a mais pelo restaurante era, segundo Aragão, sacado das contas do escritório para posterior depósito a funcionários do Manekineko. O pagamento de salário ‘por fora’ tinha como objetivo reduzir passivos trabalhistas da empresa, cliente do escritório, e ‘ajudar’ o padrinho de sua filha.

As investigações indicaram que a lavagem via Manekineko movimentou R$ 3,3 milhões. O Ministério Público Federal, contudo, diz que boa parte do dinheiro vivo usado neste esquema vinha da propina arrecadada por Cabral, e não das contas do escritório.

Foi uma forma, segundo os procuradores, de regularizar os recursos ilícitos do peemedebista por meio da firma da ex-primeira-dama.”

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Ler mais 6 comentários
  1. .
    “…não tinha dimensão de participar de uma organização criminosa chefiada pelo governador”.
    Se eu fosse o BRETAS, por essa declaração daria mais uns 20 anos de cadeia para o mentiroso.
    .

  2. Sei … o ” adevogado bobinho” não sabia de nada …
    Vai ver que é por culpa da péssima formação das faculdades de direito (que se multiplicam feito coelhos) que os “associados” da OAB que levam BOMBA DUAS VEZES em concursos para juiz de primeira instância viram, da noite para o dia – com uma canetada de um corrupto – “Minixtros” do STF.