As esquinas da Justiça em Brasília

Em agosto de 2017, a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais de Brasília, liberou Henrique Pizzolato para trabalho externo como parte da remição de sua pena.

O Ministério Público alegou que “o deferimento do trabalho nos moldes propostos comprometeria a finalidade do benefício, bem como sua fiel fiscalização, pois o proprietário da empresa proponente seria companheiro de cela do apenado”.

Pizzolato foi contratado pelo colega de cela Luiz Estevão, ex-senador condenado por desvio de verbas nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo.

Por uma coincidência, a juíza da VEP é irmã do ex-PM Paulo César Cury, acusado de dar apoio logístico aos sequestradores da filha de Estevão em 1997 – posteriormente, ele foi inocentado pelo Tribunal de Justiça.

Em 2014, Leila Cury liberou para trabalho externo o ex-ministro José Dirceu e outros mensaleiros.

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    1. O Antagonista está correto. Leia o seguinte texto, que fornece explicação sobre as palavras ‘remissão’ e ´remição’, as quais derivam, respectivamente, de ‘remitir’ e de ‘remir’, sendo a primeira usada quando há o indulto, e a segunda em casos como o presente, significando resgate mediante um pagamento.

  1. Não consigo entender como um cara que fugiu do país para não ser preso, com o agravante que falsificou identidade para poder fugir e isso é crime grave, usou de todos os meios e artificios para não voltar ao país para responder por seus crimes, não honrou as calças que veste, se mostrou um covarde e agora tem remissão de pena, progressão… Francamente, nossa justiça é muito injusta e incoerente! Nunca vamos conseguir ser um país sério, grande e justo! Sem justiça JUSTA isso é impossivel! Aqui a justiça é um faz-de-conta, e seletiva a depender de quem é o réu! E de quem é o juiz, isso é que é pior!

    1. O Antagonista está correto. Leia o seguinte texto, que fornece explicação sobre as palavras ‘remissão’ e ´remição’, as quais derivam, respectivamente, de ‘remitir’ e de ‘remir’, sendo a primeira usada quando há o indulto, e a segunda em casos como o presente, significando resgate mediante um pagamento.

  2. A soltura de um fugitivo que foi extraditado, que falsificou documentos para sua fuga, que trabalha para colega de cela…enfim…o juiz Barroso se queimou nessa e Gilmar Mendes não vai perder a chance se for provocado.

  3. É preciso repensar urgentemente esses benefícios aos presos: progressão, indulto, saídas temporárias, prisão domiciliar e afins. Eles deveriam ser EXCEPCIONAIS. No Brasil se banalizou. Todo e qualquer preso recebe benefícios por mais horripilante que tenha sido o crime cometido. Daí vemos a Suzana saindo nos dias dos pais, os Nardoni no dia das crianças etc
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    Esse caso específico de condenados por corrupção, eles deveriam ser soltos se arrumarem emprego? A medida de liberar em caso de emprego deveria ser para pessoas de baixa condição social que pudessem ter um incentivo para se reabilitar e se reinserir na sociedade. O Dirceu é rico, tem milhões, apto de luxo, com esse patrimônio não terá problemas quando sair, que cumpra a pena integral!
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    Beneficiado o Dirceu voltou ao crime