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Esticando ao máximo o foro privilegiado

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Sem foro privilegiado, o ex-ministro Gilberto Kassab tentará na semana que vem enterrar dois inquéritos contra ele baseados na delação da Odebrecht, que tramitam no STF, antes que eles sejam enviados para a primeira instância da Justiça.

A ideia vem sendo executada por outros políticos que deixaram o poder e agora tentam se livrar de uma vez dos inquéritos, esticando ao máximo possível o andamento deles na Corte superior.

O argumento se resume na ideia de que, se até agora não houve uma denúncia, não há mais nada a investigar.

O método é recorrer contra decisões monocráticas dos relatores que enviaram o caso para varas criminais, depois que a Corte admitiu cuidar somente de crimes ligados ao cargo federal.

No caso de Kassab, a decisão será da Primeira Turma, em sessão marcada para terça.

Se não conseguirem o arquivamento definitivo, os advogados esperam ao menos que as suspeitas de corrupção e lavagem sejam remetidas à Justiça Eleitoral, que no máximo poderá condená-lo por caixa 2, cuja punição é bem mais branda.

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