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'Estou disposto a gastar para mostrar que é confiável', diz Bolsonaro, sobre voto impresso

O presidente voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro e a dizer que houve fraude em 2014 e em 2018
Estou disposto a gastar para mostrar que é confiável, diz Bolsonaro, sobre voto impresso
Foto: Anderson Riedel/PR

O presidente Jair Bolsonaro voltou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral nesta quarta-feira (21). Ao defender a implementação do voto impresso, Bolsonaro disse que as eleições de 2014 foram fraudadas.

Em entrevista à Jovem Pan Interior de São Paulo, o presidente repetiu, mais uma vez, que, durante a apuração dos votos, Dilma ultrapassou Aécio diversas vezes no “minuto a minuto” da contagem de votos. Como mostramos, isso é mentira.

“O TSE permitiu que você pudesse ter acesso, minuto a minuto, dos votos que chegavam. Por 231 vezes, ganhava Dilma, ganhava Aécio, esse é o indício mais forte do sistema não ser seguro. É outra prova de que o TSE está preocupado com isso.”

Bolsonaro citou o aumento do fundão e disse que está disposto a gastar recursos para ter um sistema eleitoral “confiável”.

“Se a gente pode botar, mais uma maneira de colocar a lisura do processo eleitoral, você não vai colocar? Por que isso? No tocante a recursos? Se aumentam o fundo para R$ 6 bilhões, eu estou disposto a gastar recursos para mostrar para o Brasil e para o mundo que o sistema é confiável, então por que está contra? Já que o ministro Barroso diz que o gasto está muito alto.”

O presidente voltou a prometer que o governo vai realizar um evento na semana que vem para demonstrar que o sistema eletrônico não é seguro.

“Estamos tentando pegar uma quantidade de indícios enorme, mais alguma novidade que vamos apresentar na quinta ou na sexta que vem. Na semana que vem, vamos convidar a imprensa e nas mídias sociais, acho que uma hora e meia será mais do que suficiente para respondermos as perguntas, pergunta de gente que entende do assunto né? Sobre o que nós vamos apresentar. O que não podemos deixar acontecer é deixar ter problemas por ocasião das eleições do ano que vem.”

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