Estudos preliminares indicam efetividade da Coronavac em profissionais de saúde

Estudos preliminares indicam efetividade da Coronavac em profissionais de saúde
Foto: Governo do Estado de SP

Dois estudos preliminares divulgados nesta semana apontaram efetividade da Coronavac em proteger profissionais de saúde, no Ceará e na capital paulista.

Os estudos têm metodologias semelhantes. O surto recente da pandemia na população em geral foi comparado à evolução da doença entre os profissionais de saúde, muitos dos quais já foram vacinados.

O primeiro estudo foi divulgado na segunda (5) pela Escola de Saúde Pública do Ceará, vinculada à Secretaria estadual da Saúde.

O levantamento comparou os números de internações durante os picos da primeira e da segunda ondas da pandemia no estado, em maio de 2020 e no começo de 2021. As datas para a população em geral e para os profissionais de saúde são distintas.

Reprodução/Escola de Saúde Pública do Ceará
“Na pior semana da segunda onda registrada neste ano no Ceará, entre 8 de março e 14, foram registrados 32.768 novos casos de Covid-19 no estado. Ou seja, o número de infectados no auge da segunda onda deste ano saltou 74,6% em comparação com o pico da primeira onda do ano passado.

entre os profissionais de saúde ocorreu exatamente o contrário. Eles despencaram 72% em relação ao pico da primeira onda, em 2020. Na mais dura semana de contaminação entre eles no ano passado, de 11 a 17 de maio, foram registrados 1.268 novos casos de Covid-19. Neste ano, depois da vacinação em massa de profissionais de saúde, os novos casos entre eles na pior semana, de 1 a 7 de março, despencaram para 355″, disse a Escola de Saúde Pública do Ceará, em nota.

Ainda segundo a escola, 256.094 profissionais de saúde no Ceará já receberam as duas doses da Coronavac, e 260 receberam pelo menos a 1ª dose da vacina da AstraZeneca.

Um outro estudo foi divulgado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP na quarta (7). Ele mostrou efetividade de até 73,8% da Coronavac a partir de cinco semanas após a segunda dose, entre profissionais vacinados na capital paulista.

Reprodução/HCFMUSP
“Se a tendência de crescimento de casos no município fosse a mesma no complexo, a expectativa no HC seria superior a 175 ocorrências de COVID-19 na última semana de março, mas, com a vacinação, o número observado foi 73,8% inferior”, diz nota do HC da USP.

O Antagonista pediu às duas instituições a íntegra dos estudos. Nenhuma das duas forneceu.

Leia mais: Assine a Crusoé, a revista que não tem medo de apontar os verdadeiros culpados pelas mazelas brasileiras.
Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO